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Brasileiro de Orlando recebe 12 anos por lavar dinheiro

Ygor Fokin Saviolli exercia função de gerente no esquema, segundo o Departamento de Justiça; outros cinco integrantes também foram condenados.

Por Redação20/10/2026 22:00◉ 140 visualizações
Brasileiro de Orlando recebe 12 anos por lavar dinheiro

O brasileiro Ygor Fokin Saviolli, de 35 anos, que morava em Orlando, foi condenado a 12 anos de prisão por atuar como gerente e supervisor de uma organização de lavagem de dinheiro. Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o grupo ocultou mais de US$ 30 milhões de origem ilícita, incluindo recursos do tráfico de drogas.

A sentença foi anunciada em 16 de outubro de 2026. Outros cinco integrantes do esquema já haviam recebido penas em 24 de setembro. As condenações ocorreram após a Justiça aceitar, em junho, as declarações de culpa dos réus por conspiração para cometer lavagem de dinheiro.

De acordo com os documentos judiciais descritos pelo departamento, a organização operava em diferentes estados americanos e tinha alcance internacional. Transportadores recolhiam grandes quantias em espécie provenientes da venda de drogas e faziam depósitos bancários para esconder a origem dos valores e devolver os recursos, entre outros destinatários, a fornecedores de drogas no exterior.

As coletas eram combinadas em conversas pelo WhatsApp que reuniam intermediários e transportadores. Saviolli fornecia recursos antecipados para viabilizar as operações e supervisionava o recebimento e a lavagem do dinheiro, segundo a acusação federal.

Gabriel Cezar Menezes, de 29 anos, também exercia função de facilitador, orientando transportadores e participando pessoalmente de coletas. Ele recebeu pena de 94 meses, equivalente a sete anos e dez meses.

Omar Aliperti De Mello Correa, de 34 anos, foi condenado a 30 meses de prisão. Leandro De Avila Goncalves, de 43 anos, recebeu 24 meses. Joao Andrade De Mello, de 29 anos, e Tadeu Sebastiane Rabelo Alves Barbosa, de 30 anos, receberam, cada um, um ano e um dia.

Segundo o Departamento de Justiça, Correa, Goncalves, De Mello e Barbosa atuavam como transportadores. O grupo recolheu dinheiro em cidades como Atlanta, Charlotte, Chicago, Cleveland, Minneapolis, Rochester e Tampa.

A investigação foi conduzida pelo FBI, com apoio da agência antidrogas DEA em Rochester e do Homeland Security Investigations em Brasília e Miami. O comunicado oficial identifica os seis como integrantes da mesma conspiração de lavagem de dinheiro.

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