
A Globo poderá enfrentar devoluções de cerca de R$ 240 milhões a anunciantes após cancelar o debate presidencial de 1º de outubro, segundo o colunista Alessandro Lo-Bianco, do iG. A informação foi publicada na sexta-feira, 2, e não teve confirmação pública localizada da emissora ou das marcas sobre o montante.
De acordo com a coluna, seis grandes cotistas recusaram a transferência da publicidade para a novela Quem Ama Cuida e passaram a exigir restituição e multas contratuais. As penalidades poderiam chegar a 20% do valor das cotas, afirma o jornalista.
A publicação não identifica os anunciantes nem apresenta os contratos. Assim, o valor deve ser tratado como informação atribuída à apuração do colunista, e não como perda financeira comprovada em demonstrações contábeis.
Há também uma distinção entre a devolução de pagamentos por publicidade não exibida e o prejuízo líquido da empresa. Eventuais multas seriam uma parcela adicional, cujo impacto dependeria dos contratos e de como as obrigações fossem resolvidas.
O cancelamento do evento, por sua vez, foi confirmado pela Globo. Segundo a nota reproduzida pela CNN Brasil, decisões judiciais recebidas pouco antes da transmissão alteraram regras previamente acordadas com as campanhas.
Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral restringiu a exibição do púlpito de candidatos ausentes e perguntas destinadas a eles. Outra, do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a inclusão de Renan Santos, candidato do Missão.
Lula já havia comunicado que não participaria. Flávio Bolsonaro também anunciou sua ausência na quinta-feira. Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema estavam na emissora quando o debate foi cancelado, conforme a CNN.
O episódio reúne duas questões distintas: a suspensão do debate está documentada na comunicação da emissora; a estimativa de R$ 240 milhões e as cobranças comerciais permanecem atribuídas à coluna do iG. Textos que reproduzem essa coluna não constituem confirmação independente dos valores.
Fontes consultadas: iG — Alessandro Lo-Bianco, 2 de outubro de 2026; CNN Brasil — cancelamento do debate, 1º de outubro, atualizado em 2 de outubro de 2026.






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