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Ibovespa sobe 7,70% após primeiro turno com Flávio à frente

Bolsa fecha em recorde de 206.911,89 pontos; dólar cai perto de 4,1% e juros futuros recuam após resultado eleitoral.

Por Redação05/10/2026 18:41◉ 109 visualizações
Ibovespa sobe 7,70% após primeiro turno com Flávio à frente

O Ibovespa encerrou esta segunda-feira (5) em alta de 7,70%, aos 206.911,89 pontos, no primeiro pregão após o primeiro turno das eleições presidenciais. Segundo o portal Bora Investir, da B3, foi o maior fechamento da história do índice e a maior valorização diária desde 2020.

A reação ocorreu após Flávio Bolsonaro (PL) terminar a primeira etapa à frente de Lula (PT). Os candidatos disputarão o segundo turno em 25 de outubro. A perspectiva de mudança na condução econômica ampliou o interesse por ativos brasileiros.

O dólar comercial também recuou e terminou próximo de R$ 5. A B3 informou queda de 4,12%, enquanto a Folha de S.Paulo registrou 4,11%, a R$ 5,001. Os levantamentos convergem para uma desvalorização de aproximadamente 4,1% da moeda americana.

As taxas dos juros futuros caíram fortemente. Segundo a Folha, o contrato DI para 2029 recuou 1,09 ponto percentual, para 12,66%, e o de 2028 caiu 0,79 ponto, para 12,72%. Esses contratos refletem expectativas para os juros e não representam uma decisão do Banco Central sobre a Selic.

Na avaliação de analistas ouvidos pela Folha, parte dos investidores passou a atribuir maior probabilidade a uma agenda de ajuste fiscal com Flávio. A expectativa de controle da dívida pública contribuiu para reduzir a percepção de risco dos ativos domésticos.

O movimento revela uma aposta sobre o futuro, e não uma confirmação de resultados econômicos. Em análise publicada pela B3, Jaqueline Neo, da be.smart, destacou que a continuidade da valorização depende da credibilidade fiscal e que uma frustração pode reverter parte dos ganhos.

A alta da Bolsa, a valorização do real e o recuo dos juros futuros mostram uma revisão das expectativas do mercado. Sua sustentação dependerá das propostas, do resultado eleitoral e das condições econômicas que se seguirem.

Fontes consultadas: Bora Investir/B3 e Folha de S.Paulo, publicações de 5 de outubro de 2026.

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