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Ebenezer Saint

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O Milagre antes da grande pescaria

Jesus caminhava acompanhado por uma multidão às margens do lago de Genesaré. As pessoas o seguiam para ouvir a Palavra de Deus.Ali, Jesus encontrou dois barcos próximos à margem.…

Por Ebenezer Saint21/10/2026 13:05◉ 6 visualizações
O Milagre antes da grande pescaria

Jesus caminhava acompanhado por uma multidão às margens do lago de Genesaré. As pessoas o seguiam para ouvir a Palavra de Deus.

Ali, Jesus encontrou dois barcos próximos à margem. Os pescadores haviam descido e estavam lavando suas redes. Entre eles estava Simão Pedro.

Pedro havia trabalhado a noite inteira. Estava cansado, provavelmente chateado e frustrado, porque não havia conseguido pescar nada.

Todo pescador que passa uma noite inteira trabalhando e volta sem resultado conhece o sentimento de frustração.

Mas Jesus se aproximou daquele barco.

Primeiro, entrou na embarcação de Pedro e pediu que ele a afastasse um pouco da terra. Pedro obedeceu.

Em seguida, Jesus se assentou e começou a ensinar a multidão de dentro do barco.

Para muitas pessoas, aquela situação poderia parecer um atrevimento. Afinal, Pedro estava trabalhando, lavando suas redes, depois de uma noite inteira sem conseguir pescar.

Mas Pedro permitiu.

E é exatamente aqui que quero concentrar esta reflexão.

Texto principal: Lucas 5:1–11

Não quero falar da grande pescaria. Quero falar do milagre que começou antes da grande pescaria.

A MADEIRA QUE RECEBEU JESUS

Vamos pensar naquele barco.

Aquela embarcação havia sido construída com madeira. Madeira retirada de árvores que um dia tiveram vida, raízes, folhas e receberam a seiva que as mantinha vivas.

Agora, aquela madeira já não recebia seiva. Era madeira cortada, trabalhada pelas mãos dos homens, transformada em uma embarcação.

Sua função era transportar pescadores, redes e peixes.

Mas naquele dia algo diferente aconteceu.

Jesus entrou naquele barco.

A madeira continuava sendo madeira, mas aquela embarcação ganhou uma característica diferente: a presença de Jesus.

Imagine aquele barco navegando sobre as águas do lago de Genesaré.

Imagine os peixes que estavam debaixo daquelas águas.

Na linguagem desta reflexão, era como se aqueles peixes soubessem que algo diferente havia acontecido com aquela embarcação.

Aquele barco já não transportava apenas um pescador.

Aquele barco transportava Jesus.

E foi ali que o milagre começou.

Não começou quando Pedro lançou as redes.

Não começou quando os peixes apareceram.

Não começou quando as redes ficaram tão cheias que começaram a romper-se.

O milagre começou quando Jesus entrou no barco.

Pedro precisou obedecer. É claro que precisou cumprir a ordem de Jesus. Foi necessário lançar as redes novamente, mesmo depois de uma noite inteira sem resultados.

Conforme está escrito:

“Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede.”

Lucas 5:5

Mas antes da obediência que resultou na grande pescaria, houve algo fundamental.

Jesus estava dentro do barco.

A grande questão não eram os peixes. Era quem estava no ambiente.

A PRESENÇA DE JESUS NO AMBIENTE

É exatamente aqui que está o centro desta mensagem.

A grande questão é a presença de Jesus no ambiente.

A Bíblia registra uma declaração extraordinária de Jesus:

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo.”

Apocalipse 3:20

Observe a profundidade dessas palavras.

Jesus está à porta e bate.

Ele deseja entrar.

E quando alguém ouve sua voz e abre a porta, Ele entra.

É a presença de Jesus que quero destacar.

Para o milagre acontecer, Jesus precisa estar no ambiente.

Quando Jesus entra, algo pode acontecer que a capacidade humana não consegue produzir.

Quando Jesus entra no barco, aquele barco já não está sozinho.

Quando Jesus entra numa casa, aquela casa recebe sua presença.

Quando Jesus entra numa situação, aquilo que parecia impossível fica diante daquele para quem todas as coisas são possíveis.

O barco de Pedro não naufragou naquela pescaria, porque Jesus estava ali, conduzindo aquele acontecimento.

O barco recebeu a presença daquele que tem autoridade sobre as águas.

E a grande questão é esta: quem está dentro do barco?

O ENCONTRO ENTRE A VIDA E A MORTE

Existe outra passagem bíblica que revela a importância da presença de Jesus.

É o encontro de Jesus com a viúva de Naim, registrado em Lucas 7:11–17.

Jesus se aproximava daquela cidade acompanhado por seus discípulos e por uma grande multidão.

Ao chegar perto da porta da cidade, encontrou um cortejo fúnebre.

Uma viúva estava levando seu único filho para ser sepultado.

Imagine aquele ambiente.

De um lado, Jesus chegando acompanhado por uma multidão.

Do outro, uma mãe chorando a morte de seu único filho, acompanhada por pessoas que compartilhavam sua dor.

Ali aconteceu o encontro de duas realidades completamente diferentes.

Podemos imaginar, simbolicamente, o confronto de duas vibrações, duas frequências espirituais e emocionais.

De um lado, a vida, a alegria, a esperança e a vitória.

Do outro, a morte, a tristeza, a dor e as lágrimas.

Dois ambientes se encontraram.

Mas havia uma diferença fundamental.

Em um daqueles ambientes estava Jesus, aquele que é a própria vida.

Quando Jesus se aproximou, viu aquela mulher e se compadeceu dela.

Então, aproximou-se e tocou o esquife.

A Bíblia diz:

“E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo: Levanta-te.”

Lucas 7:14

E aquele que estava morto se assentou e começou a falar.

O milagre aconteceu.

Por quê?

Porque Jesus estava ali.

Aquele ambiente de lágrimas foi alcançado pela presença daquele que tem poder sobre a morte.

A dor daquela mãe encontrou a compaixão de Jesus.

O cortejo que caminhava para o sepultamento foi interrompido pela vida.

Onde Jesus está, tudo pode ser transformado.

A ÁGUA SÓ SE TRANSFORMOU EM VINHO PORQUE JESUS ESTAVA ALI

Vamos agora às bodas de Caná, registradas em João 2:1–11.

Havia uma festa de casamento.

Os convidados estavam reunidos, mas surgiu um problema: o vinho acabou.

Jesus estava presente naquela celebração.

E foi ali que aconteceu seu primeiro sinal milagroso registrado no Evangelho de João.

A água foi transformada em vinho.

Mas por que aquela água se transformou?

Porque Jesus estava no ambiente.

Havia talhas, havia água, havia serventes e havia uma necessidade.

Mas a presença fundamental era Jesus.

Os serventes precisaram obedecer às suas orientações.

Encheram as talhas de água e fizeram aquilo que lhes foi ordenado.

Entretanto, não foram as talhas que produziram o milagre.

Não foram os serventes.

Não foi a água por si mesma.

Foi Jesus.

A água continuaria sendo água se não houvesse a intervenção de Cristo.

A presença de Jesus foi o elemento fundamental daquele acontecimento.

LÁZARO ESTAVA SEPULTADO HÁ QUATRO DIAS

Outra passagem extraordinária está em João 11.

Lázaro havia morrido.

Quando Jesus chegou, ele já estava sepultado havia quatro dias.

O ambiente era de tristeza.

Marta e Maria choravam a perda do irmão. Havia pessoas tentando consolá-las.

Humanamente, a situação estava encerrada.

O corpo já havia sido colocado no sepulcro.

Mas Jesus chegou.

E quando Jesus chegou, aquela realidade foi confrontada pela presença daquele que declarou:

“Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.”

João 11:25

Jesus ordenou que retirassem a pedra.

Depois, chamou Lázaro para fora.

E Lázaro saiu do sepulcro.

Quatro dias de sepultamento não foram capazes de impedir a manifestação do poder de Jesus.

A morte não conseguiu resistir à sua voz.

Mais uma vez, a grande questão era a presença de Jesus no ambiente.

Antes de sua chegada, havia luto, lágrimas e um sepulcro fechado.

Depois de sua intervenção, houve ressurreição.

O que os homens consideravam terminado estava diante daquele que tem poder para dar vida.

OS PÃES E OS PEIXES

Vamos lembrar também da multiplicação dos pães e dos peixes.

A Bíblia registra que havia uma multidão faminta.

Em João 6:9, encontramos um menino que possuía cinco pães de cevada e dois peixinhos.

Era muito pouco para alimentar tantas pessoas.

Aqueles peixes já haviam sido retirados das águas. Os pães já haviam passado pelo processo de preparação a partir dos grãos.

Eram alimentos comuns.

Não havia neles qualquer capacidade natural de se multiplicarem daquela maneira.

Mas Jesus estava naquele ambiente.

Ele tomou os pães, deu graças e os distribuiu. O mesmo aconteceu com os peixes.

E a multidão foi alimentada.

O alimento se multiplicou porque Jesus realizou o milagre.

Observe que os pães não se multiplicaram por serem feitos de cevada.

Os peixes não se multiplicaram por alguma característica especial.

O milagre aconteceu porque Jesus estava ali.

Mais uma vez, a presença de Cristo foi fundamental.

Aquilo que parecia insuficiente tornou-se abundante.

O BARCO COMEÇOU A ATRAIR PEIXES

Agora, voltemos ao lago de Genesaré.

Quero que você imagine novamente aquela embarcação.

Pedro havia passado a noite inteira pescando sem conseguir nada.

Aquele mesmo barco havia navegado sobre aquelas mesmas águas.

As redes haviam sido lançadas.

O pescador tinha experiência.

Mas os peixes não apareceram.

Então Jesus entrou no barco.

E tudo começou a mudar.

Podemos imaginar, numa linguagem espiritual, que aquele barco passou a atrair os peixes porque agora carregava uma presença diferente.

Não estou dizendo que a madeira adquiriu algum poder próprio.

Estou falando da autoridade daquele que estava dentro da embarcação.

Jesus conhecia aquelas águas.

Jesus conhecia os peixes.

Jesus conhecia a necessidade de Pedro.

E quando ordenou que as redes fossem lançadas, a pesca aconteceu.

O barco era o mesmo.

As águas eram as mesmas.

O pescador era o mesmo.

As redes eram as mesmas.

Mas agora Jesus estava no ambiente.

Essa foi a grande diferença.

Não era o tamanho do barco.

Não era a qualidade da madeira.

Não era a experiência de Pedro.

Era a presença de Jesus.

QUANDO JESUS ESTÁ NO AMBIENTE

Essa é a mensagem que quero deixar.

Quando Jesus está no ambiente, a água pode se transformar em vinho.

Quando Jesus está no ambiente, um cortejo fúnebre pode ser interrompido pela ressurreição de um jovem.

Quando Jesus está no ambiente, Lázaro pode sair do sepulcro depois de quatro dias.

Quando Jesus está no ambiente, cinco pães e dois peixes podem alimentar uma multidão.

Quando Jesus está no ambiente, redes que passaram a noite vazias podem voltar cheias de peixes.

E quando Jesus está no ambiente, um barco comum pode se tornar o cenário de um acontecimento extraordinário.

Não é a madeira.

Não são as redes.

Não são as talhas.

Não é o esquife.

Não é o sepulcro.

Não são os pães nem os peixes.

É Jesus.

É a presença de Jesus que faz a diferença.

E por isso volto à declaração de Apocalipse:

“Eis que estou à porta e bato.”

A grande pergunta é se estamos permitindo que Ele entre.

Porque muitas vezes queremos o milagre, mas não abrimos a porta para a presença daquele que pode realizá-lo.

Queremos a grande pescaria, mas ainda não entregamos o barco.

Queremos a transformação da água em vinho, mas não ouvimos sua voz.

Queremos a ressurreição daquilo que consideramos perdido, mas precisamos aprender a confiar naquele que é a ressurreição e a vida.

CONCLUSÃO — TUDO COMEÇOU QUANDO JESUS ENTROU

Antes da grande pescaria, houve um acontecimento que não podemos ignorar.

Jesus entrou no barco de Pedro.

Aquela madeira, que já não possuía vida como árvore, tornou-se parte do cenário de uma manifestação extraordinária do poder de Deus.

O barco não precisou ser reconstruído.

Não precisou receber novas redes.

Não precisou ser substituído por uma embarcação maior.

Ele simplesmente recebeu Jesus.

E, a partir daquele encontro, Pedro presenciou algo que sua experiência como pescador não havia conseguido produzir.

A grande pescaria veio depois.

Primeiro, Jesus entrou.

É isso que precisamos compreender.

O milagre não estava no barco. O milagre estava na presença de Jesus dentro dele.

O milagre não estava na água de Caná, mas em Jesus.

Não estava no esquife de Naim, mas em Jesus.

Não estava no sepulcro de Lázaro, mas em Jesus.

Não estava nos cinco pães e nos dois peixes, mas em Jesus.

O elemento fundamental em todos esses acontecimentos era a presença de Cristo.

E é por isso que termino esta reflexão com uma afirmação:

ANTES DE PEDIR QUE JESUS ENCHA SEU BARCO DE PEIXES, PERMITA QUE ELE ENTRE NO BARCO.

Porque a grande pescaria pode ser o resultado extraordinário, mas o acontecimento mais importante já terá ocorrido.

Jesus estará presente.

E quando Jesus está no ambiente, tudo pode ser transformado.


Ebenezer Saint

O milagre antes da grande pescaria

Referências bíblicas: Lucas 5:1–11; Apocalipse 3:20; Lucas 7:11–17; João 2:1–11; João 11:1–44; João 6:1–13.


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