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Presidente do TSE diz não haver indício concreto de interferência internacional

Nunes Marques citou monitoramento de riscos e relatórios da PF e da Abin; balanço parcial indicava substituição de 0,2% das urnas.

Por Redação04/10/2026 16:00◉ 119 visualizações
Presidente do TSE diz não haver indício concreto de interferência internacional

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4 de outubro) que não havia indicativo concreto de interferência internacional nas Eleições 2026 até o momento de sua avaliação. A declaração foi feita durante entrevista sobre o andamento do primeiro turno.

“Até o momento, não temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional”, disse o ministro, segundo o Metrópoles. Nunes Marques citou as equipes que monitoram riscos e afirmou não ter recebido relatórios da Polícia Federal (PF) ou da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que apontassem risco naquele momento.

No balanço parcial divulgado durante a entrevista, o presidente do TSE informou que a votação transcorria normalmente. Segundo o Metrópoles, 1.121 urnas haviam sido substituídas, o equivalente a 0,2% do total. Os números correspondem àquela atualização e podem mudar ao longo do dia.

A declaração ocorreu após medidas de segurança adotadas por representações diplomáticas. Conforme a Associated Press, os Estados Unidos suspenderam serviços consulares e a Embaixada da Austrália em Brasília fechou na sexta-feira (2), citando preocupações com a segurança.

Segundo a Folha de S.Paulo, Nunes Marques avaliou que suspensões de atendimento podem ocorrer em eleições polarizadas. O ministro também afirmou que a cooperação entre o tribunal e plataformas digitais ajudou a prevenir problemas no processo eleitoral.

A Folha informou ainda que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, anunciou neste domingo a abertura de um procedimento prévio para apurar eventual interferência externa. A existência dessa apuração não equivale à comprovação de ingerência. Rodrigues também disse não haver elementos concretos de risco efetivo contra embaixadas.

Fontes consultadas: Metrópoles e Folha de S.Paulo, em reportagens de 4 de outubro de 2026; e Associated Press, sobre as medidas de segurança anunciadas em 2 de outubro.

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