
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, defendeu publicamente que o sistema de Justiça deve colocar o cidadão em primeiro lugar. A declaração ocorreu durante a cerimônia de assinatura do Pacto Nacional pela Paz e Tolerância nas Eleições 2026, realizada na sede do TSE com a presença de mais de 50 entidades da sociedade civil e lideranças religiosas.
O posicionamento do magistrado repercutiu amplamente nos bastidores de Brasília. Ele discursou no momento em que a Suprema Corte enfrenta forte debate público sobre os limites de sua autoridade institucional. Sem citar diretamente os atritos internos no STF, Mendonça adotou um tom de humildade institucional, afirmando que a legitimidade dos magistrados depende da confiança popular e do comportamento adequado, e não apenas do poder das vestes jurídicas.
"Que Deus nos abençoe também desse lado da mesa, e todos que representam o Poder Judiciário. Que nós possamos honrar a confiança que o principal, que é o povo, o cidadão, deposita em nós", ressaltou o ministro em seu pronunciamento.
Mendonça também enalteceu o papel social das igrejas e organizações religiosas, apontando que essas instituições alcançam localidades e comunidades periféricas onde a estrutura tradicional do Estado muitas vezes é ausente. Para o vice-presidente da Corte Eleitoral, o êxito do pleito de outubro não depende de forma isolada do tribunal, mas sim do esforço conjunto de conscientização democrática promovido por essas lideranças sociais.
O vídeo com o trecho do pronunciamento alcançou alto engajamento nas plataformas digitais, sendo interpretado por analistas e pela opinião pública como um contraponto significativo ao atual cenário de desgaste da imagem do Judiciário brasileiro.








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