“Polícia Federal aparelhada”: Alfredo Gaspar detona monitoramento ilegal e apoia afastamento de Andrei Rodrigues

Mais lidas

BRASÍLIA — O deputado federal e candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL) publicou uma contundente condenação contra o suposto aparelhamento e monitoramento ilegal realizado pela cúpula da Polícia Federal (PF). A manifestação ocorreu logo após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinar o afastamento preventivo imediato do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, nesta terça-feira (8/9).

Em vídeo gravado dentro de um veículo, Gaspar — que possui histórico como secretário de Segurança Pública e procurador de Justiça — classificou a atuação da PF como um instrumento de perseguição política e de proteção a aliados do governo. O parlamentar acusou a instituição de estar sendo weaponizada (instrumentalizada como arma) para blindar figuras poderosas da República, citando nominalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes.

   ┌────────────────────────────────────────────────────────┐
   │ ⚠️ CRISE NA PF: ORDEM DE AFASTAMENTO DO STF              │
   ├────────────────────────────┬───────────────────────────┤
   │ Autoridade Afastada        │ Andrei Rodrigues (DG-PF)  │
   ├────────────────────────────┼───────────────────────────┤
   │ Motivo Declarado por STF   │ Monitoramento ilegal e    │
   │                            │ sistemático de ministros  │
   ├────────────────────────────┼───────────────────────────┤
   │ Casos Sob Investigação     │ Fraudes INSS / Bco Master │
   └────────────────────────────┴───────────────────────────┘

O estopim da crise: Relatórios ocultos e espionagem interna

O racha institucional atingiu seu ápice após a revelação de seis “relatórios de inteligência” produzidos de forma oculta pela PF ao longo de agosto de 2026. Os documentos secretos, que foram trazidos a público em meio a embates com o ministro Alexandre de Moraes, continham um “monitoramento sistemático e ilegal” de mais de 30 dias focado no próprio André Mendonça e no advogado-geral da União, Jorge Messias.

O monitoramento clandestino visava o trabalho jurisdicional de Mendonça em dois dos inquéritos mais sensíveis do país: o das fraudes no INSS e o caso do Banco Master. Em sua decisão, Mendonça justificou o afastamento da cúpula policial citando o risco iminente de obstrução de justiça. Ele destacou que a permanência dos diretores permitia o uso de prerrogativas públicas para comprometer a colheita de provas e “bisbilhotar” autoridades constitucionais.

Leia  Nikolas Ferreira desafia o STF e inicia marcha histórica de 240 km rumo a Brasília

Repercussão e o “Efeito Dominó” na Cúpula da PF

A decisão provocou ondas de choque em Brasília. Em uma reação corporativa imediata, todos os 11 diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Marcel Murad, classificando o ato do STF como um “ataque injustificado”.

Enquanto a Segunda Turma do STF começou a votar de forma extraordinária para referendar o afastamento, o governo federal se reuniu emergencialmente para traçar uma estratégia jurídica. A oposição, liderada por vozes como a de Alfredo Gaspar, promete aumentar a pressão no Congresso Nacional denunciando o que chamam de uma “Gestapo estatal” voltada para a proteção do partido do governo.

More articles

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Última HORA