Dizer “sim” ou “não” parece simples. São palavras pequenas, mas que podem revelar muito sobre quem somos, o que valorizamos e até onde estamos dispostos a ir.
Um sim pode representar abertura, coragem, assumir compromisso, confiança, acolhimento, disponibilidade e desejo de construir. Pode ser a porta para uma oportunidade, uma experiência nova, um relacionamento positivo, um desafio ou uma transformação. Mas um sim também pode nascer do receio de decepcionar alguém, de ser criticado, da necessidade de aprovação ou da dificuldade de sustentar uma posição. Por isso, nem todo sim é verdadeiro e, por tal, pode ser uma decisão que não se cumpre , que pode impactar negativamente o seu efeito e nos trazer transtornos e arrependimentos futuros.
Da mesma forma, um não pode ser uma recusa, mas também pode ser uma forma de respeito. Respeito por nossos limites, pelo nosso tempo, pelas nossas prioridades, pelos nossos valores e pelo que consideramos essencial. Saber dizer não não significa ser inflexível ou indisponível. Muitas vezes, significa ter clareza suficiente para não assumir aquilo que não podemos ou não queremos sustentar.
A questão, portanto, não é simplesmente “devo dizer sim ou não?”, mas “de onde está vindo a minha escuta, o meu propósito e a minha tomada de decisão.”Para evitarmos intempestivos e equivocados posicionamentos podemos antes, perguntar:
Estou dizendo sim porque quero, porque acredito ou porque reconheço uma oportunidade?
Ou estou dizendo sim porque tenho receio de perder, desagradar ou ser julgado negativamente?
Estou dizendo não porque isso realmente não faz sentido nem possibilidade para mim?
Ou estou dizendo não porque tenho medo da mudança, da exposição, do risco ou de não conseguir? Essa diferença é fundamental.
Há momentos em que precisamos dizer sim, com ousadia e coragem, por vezes antes mesmo de nos sentirmos totalmente preparados para o compromisso. A vida nem sempre oferece segurança antes de pedir movimento. Algumas oportunidades exigem ousadia, experimentação e disposição para aprender no caminho.
Mas também existem momentos em que precisamos dizer não mesmo quando seria mais fácil concordar. Um não pode proteger aquilo que não queremos negociar e impedir que escolhas circunstanciais nos afastem daquilo que realmente importa.
É preciso estar atento, principalmente, aos sim e não automáticos. O sim automático pode esconder submissão, necessidade de reconhecimento, de parecer ser útil, ou dificuldade de estabelecer limites. O não automático pode esconder insegurança, resistência à mudança ou medo de sair de uma zona conhecida.
Por isso, uma boa resposta não precisa ser imediata, ela precisa de um posicionamento assertivo. Às vezes, e especialmente quando existem dúvidas e decisões complexas, o mais maduro é dizer: “Preciso pensar e avaliar antes de responder”.
Nestes desafios, que por vezes nos provocam armadilhas decisoras, revelo e compartilho que eu busco escutar e compreender a voz e indicação de Deus para minhas decisões, por considerar ser a avaliação que define o posicionamento mais seguro para minhas certezas e dúvidas.
Cuidar bem de suas escolhas, para um SIM ou um NÃO, pode transformar seus passos para uma direção transformadora e assertiva. Esteja sempre alerta para suas respostas e decisões porque isso impacta em sua vida e de outras pessoas.
Leda Pereira
Consultora de Gestão de Pessoas e RH/Coach/Mentora