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Assistente social é acusada de usar quase US$ 100 mil de pacientes idosos na Flórida

Assistente social é acusada de usar quase US$ 100 mil de pacientes idosos na FlóridaInvestigadores afirmam que Megan Bernat utilizou contas bancárias de dois pacientes vulneráveis…

Por Redação28/09/2026 21:17◉ 126 visualizações
Assistente social é acusada de usar quase US$ 100 mil de pacientes idosos na Flórida

Investigadores afirmam que Megan Bernat utilizou contas bancárias de dois pacientes vulneráveis para fazer pagamentos de seu cartão de crédito; seis transações teriam ocorrido após a morte de uma das vítimas.

WEST PALM BEACH, FLÓRIDA — Uma assistente social da Flórida é acusada de utilizar informações bancárias de dois pacientes idosos sob seus cuidados para realizar pagamentos de despesas pessoais e de seu próprio cartão de crédito. Somados, os valores identificados pelos investigadores chegam a aproximadamente US$ 99,8 mil.

Megan Elizabeth Bernat, de 46 anos e residente de Port St. Lucie, trabalhava como case manager — profissional responsável pelo acompanhamento e coordenação dos cuidados de pacientes — em uma instituição para idosos em West Palm Beach.

As acusações envolvem dois pacientes vulneráveis, ambos com comprometimento cognitivo, segundo documentos policiais citados pela imprensa e informações divulgadas pelas autoridades.

Bernat enfrenta acusações criminais, mas os processos ainda estão em andamento. As alegações descritas pela polícia não equivalem a uma condenação.

Primeiro caso revelou pagamentos de mais de US$ 68 mil

A investigação começou em 2025, depois que um consultor financeiro identificou movimentações consideradas suspeitas na conta de uma cliente que vivia na instituição MorseLife, em West Palm Beach.

A paciente, então com 73 anos, sofria de demência e dependia de assistência para diversas atividades. Bernat tinha acesso às informações financeiras da mulher em razão de suas funções, segundo a investigação.

Registros bancários analisados pelos investigadores apontaram 55 pagamentos, realizados entre fevereiro de 2023 e junho de 2025, da conta da paciente para um cartão Capital One pertencente a Bernat.

O total teria chegado a US$ 68.540,57.

Segundo o Departamento de Polícia de West Palm Beach, o dinheiro teria sido utilizado para cobrir despesas como compras de supermercado, combustível, Amazon, manutenção de automóvel, contas médicas, telefone celular, Uber, aluguel de veículos, despesas com animais, SunPass e outros gastos pessoais.

A polícia informou em setembro de 2025 que Bernat havia sido presa sob acusações relacionadas à exploração financeira de pessoa idosa ou com deficiência.

Investigação levou a um segundo paciente

Durante a apuração do primeiro caso, os investigadores identificaram movimentações ligadas a outro paciente atendido por Bernat.

Tratava-se de um homem de 92 anos, que também vivia na MorseLife e tinha diversas condições médicas, incluindo demência. Registros da instituição indicam que Bernat havia sido designada como responsável pelo acompanhamento do paciente desde dezembro de 2021.

De acordo com a investigação, a conta bancária do homem foi utilizada para realizar 30 pagamentos destinados ao cartão de crédito ligado a Bernat.

As transações teriam ocorrido entre maio de 2023 e abril de 2024 e somaram US$ 31.295,28.

O paciente morreu em 15 de março de 2024.

Um dos aspectos mais graves apontados pelos investigadores é que sete pagamentos teriam sido realizados depois que o homem entrou em cuidados paliativos (hospice). Seis dessas transações ocorreram depois de sua morte, segundo o relatório policial citado pela WPBF e pelo Miami Herald.

Bernat foi novamente presa em julho de 2026 em conexão com esse segundo caso. Na ocasião, um juiz estabeleceu fiança de US$ 30 mil, monitoramento por GPS e prisão domiciliar, segundo a WPBF.

Licença profissional foi revogada

O caso também teve consequências profissionais.

Registros oficiais do Departamento de Saúde da Flórida mostram que Megan E. Bernat possuía licença de assistente social clínica desde 16 de dezembro de 2010. Em janeiro de 2026, uma ordem emergencial de suspensão havia sido registrada contra sua licença.

O banco oficial de ações disciplinares do estado registra agora uma revogação da licença, sob o processo administrativo 202553262, com decisão datada de 23 de setembro de 2026.

A medida administrativa é separada dos processos criminais.

Segundo reportagem do Miami Herald publicada neste domingo (28), Bernat não contestou a denúncia administrativa apresentada pelo Departamento de Saúde.

Processos criminais continuam

De acordo com a atualização publicada pelo Miami Herald, Bernat se declarou inocente das acusações de exploração de pessoa idosa e lavagem de dinheiro relacionadas ao paciente que morreu.

No processo envolvendo a paciente com demência, registros judiciais consultados pelo jornal indicavam que ela ainda não havia apresentado uma declaração formal de culpa ou inocência às acusações de exploração de idoso, lavagem de dinheiro e uso fraudulento de informações pessoais.

O caso chama atenção para um tipo de crime particularmente difícil de detectar: a exploração financeira de idosos que dependem de terceiros para administrar cuidados pessoais, médicos e, em determinadas circunstâncias, informações financeiras.

Neste caso, foi justamente a análise de movimentações bancárias consideradas incomuns que desencadeou a investigação policial.

 WPBF 25 News

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