Casal na Flórida processa clínica após teste de DNA revelar erro devastador em FIV

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Erro em FIV: Casal da Flórida processa clínica após descobrir que bebê nasceu de esperma de outro homem

JACKSONVILLE, FL — Um casal residente de Panama City Beach, na Flórida, abriu um processo judicial contra a renomada clínica Brown Fertility Associates, sediada em Jacksonville, e seu médico principal, o Dr. Samuel Brown. Natalie e Joshua Strong alegam negligência médica grave após descobrirem que o laboratório utilizou o esperma de um homem completamente desconhecido para fecundar os óvulos durante o tratamento de Fertilização in Vitro (FIV).

O caso começou a vir à tona logo após o nascimento da filha do casal, Ava, hoje com 15 meses. Como Joshua trabalha na área da enfermagem, um detalhe na rotina do hospital chamou sua atenção imediatamente: o tipo sanguíneo da recém-nascida era B positivo. Uma vez que Natalie possui tipo sanguíneo O negativo e Joshua é A negativo, seria biologicamente impossível que eles gerassem uma criança com fator Rh positivo e tipo B.

Intrigados, os dois refizeram exames de sangue e, posteriormente, submeteram a bebê a um teste de DNA. O resultado foi devastador: enquanto Natalie foi confirmada como a mãe biológica da criança, o laudo apontou 0% de probabilidade de paternidade para Joshua.

“Estamos devastados. Isso vai afetar o resto de nossas vidas. Temos que descobrir como vamos contar isso a ela um dia, tirou toda a euforia de ter um bebê”, desabafou Natalie Strong durante uma coletiva de imprensa realizada por seus advogados.

A Busca por Respostas e a Falta de Regulação

O casal é representado pelos escritórios Fertility Law Group e The Bonderud Law Firm. A ação judicial exige uma indenização por danos morais de, no mínimo, US$ 50 mil, mas a principal motivação da família no momento é a busca por respostas essenciais. Até o momento, a Brown Fertility não revelou a identidade do pai biológico e tampouco informou o paradeiro do material genético coletado de Joshua, que havia passado por um procedimento cirúrgico invasivo de extração de esperma após ter feito vasectomia no passado.

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O casal teme que o esperma de Joshua possa ter sido descartado ou, no pior dos cenários, utilizado inapropriadamente no tratamento de outra paciente. Além disso, os Strong possuem outros três embriões congelados na mesma clínica e temem que eles também tenham sido gerados com o material genético do homem desconhecido.

Robert Marcereau, um dos advogados do casal, chamou a atenção para o mercado de reprodução assistida nos Estados Unidos, classificando-o como o “Velho Oeste da medicina” devido à escassez de fiscalização rígida. “Há mais leis e regulamentações em um salão de beleza local do que nessas clínicas de fertilidade”, criticou o coadvogado Benjamin Ikuta.

O Outro Lado

Em resposta aos questionamentos da imprensa local e internacional, um porta-voz da Brown Fertility Associates limitou-se a informar que a instituição nega a acusação e declarou apenas que o assunto está sendo formalmente “avaliado e litigado” pelas vias legais. Apesar do sofrimento emocional constante enfrentado pela misturas de sentimentos gerados pelo erro laboratorial, Joshua e Natalie reforçaram publicamente que a filha é profundamente amada e continuará sendo criada por ambos.

NBC

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