
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, em 4 de novembro de 2026, manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e encerrou, por ora, a sequência de reduções iniciada em março.
Segundo reportagem da Reuters, 33 dos 48 economistas consultados esperavam a manutenção dos juros. O comunicado do colegiado indicou a necessidade de preservar uma política monetária suficientemente restritiva para reconduzir a inflação à meta.
A autoridade monetária identificou riscos inflacionários mais elevados, ao mesmo tempo em que reconheceu desaceleração mais pronunciada da atividade econômica doméstica. Esse equilíbrio entre inflação e crescimento deve influenciar as próximas reuniões.
A decisão ocorreu depois de volatilidade no câmbio e no mercado acionário brasileiro, em um período de revisão das expectativas dos investidores após a eleição presidencial.
Para consumidores e empresas, a Selic elevada tende a manter mais caro o crédito, especialmente empréstimos e financiamentos. A transmissão para as taxas efetivamente cobradas depende também do risco do tomador e das condições do mercado.
O Banco Central não antecipou uma data para retomar os cortes. As próximas decisões dependerão dos indicadores de preços, da atividade econômica e das expectativas de inflação.






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