
Funcionário do Morgan Stanley contesta acusação de dirigir alcoolizado e busca na Justiça deixar centro de detenção na Flórida.
O executivo brasileiro Andros Garcia Maldaner, de 40 anos, está há mais de dois meses sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE), na Flórida. Funcionário do Morgan Stanley, ele foi preso em 30 de julho após uma abordagem de trânsito e contesta a acusação de dirigir alcoolizado, segundo reportagem publicada pelo AcheiUSA nesta quarta-feira, 14 de outubro.
Morador dos Estados Unidos desde 2018, Maldaner afirma que tinha autorização para trabalhar e aguardava a conclusão do pedido de green card, documento de residência permanente. A situação migratória descrita pelo brasileiro não foi confirmada de forma independente nos documentos consultados.
Versões divergem sobre a abordagem
Segundo o relato policial reproduzido pelo AcheiUSA, Maldaner dirigia em zigue-zague, não atendeu imediatamente à ordem de parada e atingiu uma viatura. Os resultados atribuídos ao bafômetro foram de 0,230 e 0,221. Ainda conforme essa versão, ele teria mencionado o consumo de medicamento e duas taças de vinho.
O executivo nega que estivesse embriagado e afirma não se lembrar de realizar o teste. Em entrevista ao g1, reproduzida pelo Diário do Centro do Mundo, disse que não conseguiu contestar a acusação antes de ser encaminhado à custódia migratória.
Pedido de liberdade tramita na Justiça
O registro processual disponibilizado pelo projeto Habeas Dockets confirma que Maldaner apresentou um pedido de habeas corpus em 25 de setembro, na Justiça Federal do Distrito Central da Flórida. O processo identifica como uma das partes o responsável pelo North Florida Detention Facility, em Baker.
Em 29 de setembro, o juiz Jordan Emery Pratt determinou que os responsáveis pela detenção apresentem resposta até 29 de outubro. Essa determinação abre espaço para a análise do pedido, mas não representa uma ordem de soltura.
Brasileiro relata falta de medicamentos
Maldaner também denuncia interrupção de medicamentos, calor intenso e dificuldades de atendimento médico. Segundo seu relato, a detenção prejudicou suas finanças e levou à concessão de licença não remunerada pelo banco. Essas informações são declarações do executivo.
Conforme a reportagem baseada na entrevista ao g1, o Itamaraty informou em 13 de outubro que tem ciência do caso e permanece disponível para prestar assistência consular quando solicitada.







Comentários
Participe da conversa
Para comentar no Zip News, faça login ou crie gratuitamente seu cadastro.
Ainda não há comentários aprovados. Seja o primeiro a participar.