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Brasileiros e cubanos viram réus federais em Orlando por fraude milionária em imigração: 13 acusados no caso Legacy Imigra

O procurador federal Gregory W. Kehoe, do Distrito Médio da Flórida, anunciou nesta segunda-feira (2 de novembro de 2026) a denúncia federal contra 13 pessoas — a maioria…

Por Redação04/11/2026 00:43◉ 163 visualizações
Brasileiros e cubanos viram réus federais em Orlando por fraude milionária em imigração: 13 acusados no caso Legacy Imigra
O procurador federal Gregory W. Kehoe, do Distrito Médio da Flórida, anunciou nesta segunda-feira (2 de novembro de 2026) a denúncia federal contra 13 pessoas — a maioria brasileiros e alguns cubanos — no caso da empresa Legacy Imigra Solutions LLC (também conhecida como Legacy Group), de Orlando. O grupo é acusado de conspiração para cometer fraude eletrônica (wire fraud), fraude de vistos, emprego ilegal de estrangeiros e fraude de casamento. Segundo a denúncia, a empresa operou de agosto de 2023 a abril de 2026 se apresentando falsamente como um escritório completo de serviços de imigração, com especialistas e advogados capacitados. Na prática, oferecia orientações jurídicas incompletas, imprecisas ou falsas, falsificava documentos para obter benefícios migratórios e retinha papéis e benefícios até que os clientes pagassem taxas adicionais. Muitas das vítimas eram brasileiros que tentavam regularizar a situação de forma legal. Os principais acusadosEntre os denunciados estão:

  • Vagner Soares de Almeida, 54 anos, brasileiro, apontado como dono e operador da Legacy;
  • Juliana Colucci, 47 anos, brasileira (esposa de Almeida), funcionária da empresa;
  • Lucas Felipe Trindade Silva, 34 anos, brasileiro, gerente geral;
  • Ronaldo de Campos, 35 anos, brasileiro (já deportado anteriormente);
  • Outros funcionários e envolvidos: Nathalia da Costa Ferreira, Nathalia Gomes Ciriaco, Erick Bruno Gonçalves de Assis Pinto, Kelen Cristina da Silva (brasileiros), além de nomes cubanos como Ronay Castillo Salazar, Rebeca Aldama Garcia, Mijail Cabrera Núñez, Isaac Antonio Narváez e Lorraine Soares Oliveira.
Oito deles enfrentam acusações de conspiração para fraude eletrônica e fraude de vistos. Vários também respondem por conspiração de fraude de casamento e emprego ilegal de estrangeiros. Se condenados, as penas podem chegar a 20 anos de prisão por contagem. Histórico da investigaçãoEm abril de 2026, o xerife do Condado de Orange, John Mina, já havia anunciado a prisão de quatro líderes (Almeida, Colucci, Silva e de Campos) por acusações estaduais de organização criminosa, fraude organizada, extorsão e exercício ilegal da advocacia. Na época, as autoridades estimaram que o esquema movimentou mais de US$ 20 milhões, explorando o medo de deportação de centenas de imigrantes, principalmente brasileiros. A investigação federal, conduzida pela Homeland Security Task Force em parceria com o Departamento do Xerife de Orange e outras agências, ampliou o caso. Até o momento, cerca de US$ 1,7 milhão pertencente a aproximadamente 200 vítimas foi recuperado e está em processo de confisco, com a meta de devolver o dinheiro aos prejudicados. Centenas de vítimas já foram identificadas, e as autoridades acreditam que o número pode ser ainda maior. Kehoe destacou que muitas vítimas tentavam fazer as coisas da forma correta: “Elas estavam tentando seguir o processo de imigração contratando um advogado e protocolando os documentos. Foram as pessoas da Legacy que praticaram a fraude.” O xerife Mina reforçou: “Nossos detetives trabalharam em conjunto com a Segurança Interna para desmantelar essa empresa criminosa, que arrecadou milhões explorando vítimas e o medo de serem removidas dos Estados Unidos.”Orientação às vítimasQuem foi ou conhece alguém prejudicado pela Legacy Imigra ou empresas ligadas deve ligar para a linha não emergencial do Departamento do Xerife de Orange: (407) 836-4357.O caso continua sob investigação e os acusados são considerados inocentes até prova em contrário. A denúncia reforça a atuação das autoridades contra esquemas que exploram imigrantes vulneráveis na Flórida.

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