
César Tralli apresentou no Jornal Nacional desta quinta-feira, 1º de outubro, a justificativa da Globo para cancelar o debate presidencial daquela noite. Segundo o Terra, o apresentador leu ao vivo a posição da emissora sobre decisões judiciais que alteraram o formato do encontro.
A Globo afirmou que recebeu duas notificações pouco antes do programa e que as determinações modificavam condições previamente acordadas com os partidos. A empresa apontou “insegurança jurídica” e classificou as mudanças como “interferência indevida” na liberdade dos veículos de organizar debates.
Uma das decisões, da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu a regra que previa destaque ao púlpito vazio identificado com o nome de Lula (PT). Também impediu a dinâmica de perguntas dirigidas ao candidato ausente.
Conforme a Exame, a ministra considerou, em análise preliminar, que o formato poderia desequilibrar a disputa e pressionar candidatos a participar, embora o comparecimento seja facultativo.
A outra determinação, do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assegurou a participação de Renan Santos, candidato do Missão. Com isso, a Globo teria de modificar a relação de participantes.
Lula já havia informado que não compareceria. Flávio Bolsonaro (PL) também anunciou sua desistência antes do cancelamento. O debate estava previsto para as 21h30 e seria o último antes do primeiro turno.
A avaliação sobre interferência na liberdade de imprensa é a posição da Globo, apresentada no pronunciamento. A emissora informou que exibiria um capítulo inédito de Quem Ama Cuida no horário.
Fontes: Terra e Exame, em reportagens de 1º de outubro de 2026.






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