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Cristãos no Irã são pressionados e têm igreja histórica confiscada

Relatoras da ONU cobram explicações sobre a tomada da igreja São Pedro, em Teerã, e a expulsão de moradores armênios e assírios.

Por Redação01/10/2026 06:30◉ 37 visualizações
Cristãos no Irã são pressionados e têm igreja histórica confiscada

Cristãos no Irã enfrentam restrições ao culto e pressão sobre suas comunidades, enquanto o confisco do complexo da Igreja Evangélica São Pedro, em Teerã, passou a ser alvo de cobranças de relatoras da ONU. Em atualização publicada em 11 de setembro de 2026 pela organização Article18, as especialistas informaram que os moradores haviam sido expulsos e que guardas impediam o retorno dos fiéis.

O caso também foi noticiado pelo The Christian Post em 19 de setembro. A publicação apresentou a cobrança internacional por explicações sobre a tomada da propriedade e suas consequências para integrantes das comunidades cristãs armênia e assíria.

As relatoras Mai Sato, responsável pela situação dos direitos humanos no Irã, e Nazila Ghanea, responsável pela liberdade de religião ou crença, enviaram uma comunicação ao governo iraniano em 10 de julho de 2026. O documento tornou-se público após o prazo de 60 dias previsto pelos procedimentos da ONU.

Na comunicação, as especialistas registraram relatos de que, no fim de junho, moradores receberam duas semanas para deixar suas casas. O documento identificou 27 residentes pertencentes a 20 famílias armênias e assírias e mencionou ameaças de prisão contra dirigentes da igreja caso a ordem não fosse cumprida.

Segundo a atualização da Article18, as relatoras afirmaram que não haviam recebido resposta às perguntas encaminhadas ao governo até aquela publicação. Elas consideraram que a expulsão privou uma comunidade estabelecida havia décadas de suas casas e de seu local de culto.

O episódio se soma às dificuldades enfrentadas por cristãos de origem muçulmana e participantes de igrejas domésticas. O relatório anual de 2026 sobre violações contra cristãos no Irã, disponibilizado pela Portas Abertas e referente a 2025, associa o cenário de segurança após o conflito com Israel à ampliação da repressão interna.

Os autores documentaram pelo menos 54 prisões de cristãos em 19 cidades no mês seguinte ao cessar-fogo de 24 de junho de 2025. O levantamento descreve a apresentação de cristãos evangélicos como ameaças à segurança e o uso de acusações relacionadas à espionagem contra alguns fiéis.

Esses dados dizem respeito a 2025 e ajudam a contextualizar a pressão sobre as comunidades; o caso da igreja São Pedro foi objeto da comunicação internacional de julho de 2026. As fontes consultadas não estabelecem que todos esses episódios tenham uma única causa ou decorram de uma mesma ordem.

As relatoras também pediram explicações sobre medidas destinadas a garantir que cristãos de língua persa, inclusive convertidos do islamismo, possam praticar sua fé sem medo de prisão ou processo. A cobrança inclui esclarecimentos sobre a base legal do confisco e as garantias oferecidas aos moradores.

Fontes consultadas: The Christian Post, reportagem de 19 de setembro de 2026; Article18, atualização de 11 de setembro de 2026; comunicação UA IRN 10/2026 das relatoras da ONU, de 10 de julho de 2026; e relatório anual de 2026 sobre violações contra cristãos no Irã, referente a 2025.

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