
Um desafio viral que circula no TikTok terminou em um grave acidente com uma criança de 9 anos no estado de Illinois, nos Estados Unidos. O menino, identificado como Caleb Chabolla, sofreu queimaduras de segundo grau no rosto e nas mãos após aquecer um brinquedo sensorial no micro-ondas, na tentativa de reproduzir uma tendência vista na rede social.
O caso ocorreu no dia 20 de janeiro, quando Caleb decidiu colocar no micro-ondas um brinquedo do tipo Needoh Cube, conhecido por conter uma substância gelatinosa em seu interior. A ideia era deixar o objeto mais macio. No entanto, ao abrir o aparelho, o brinquedo explodiu, lançando o gel extremamente quente diretamente sobre o rosto e as mãos da criança.
Segundo a mãe do menino, Whitney Chabolla, o momento foi desesperador. Ela relatou que o lado direito do rosto do filho parecia estar “derretendo”, enquanto ele gritava de dor. A tentativa inicial de socorro foi levá-lo imediatamente ao chuveiro para resfriar a área afetada, mas a consistência pegajosa do material dificultou a remoção e agravou o sofrimento.
Caleb foi levado às pressas para um hospital em Plainfield e, posteriormente, transferido para o Centro de Queimados Loyola, em Maywood, referência no atendimento a vítimas desse tipo de trauma. Os médicos confirmaram queimaduras de segundo grau no rosto, nas mãos e atrás de uma das orelhas.
De acordo com o hospital, este foi o quarto caso semelhante envolvendo o mesmo tipo de brinquedo atendido apenas neste ano, o que acendeu um alerta entre os profissionais de saúde.
Com autorização da família, a instituição decidiu divulgar a história durante a Semana Nacional de Conscientização sobre Queimaduras, nos Estados Unidos, com o objetivo de alertar pais e responsáveis sobre os riscos associados a desafios virais nas redes sociais.
A coordenadora de atendimento a vítimas de queimaduras do centro médico, Kelly McElligott, destacou que esse tipo de ocorrência tem se tornado frequente. “As pessoas que se machucam não publicam os vídeos. O que aparece nas redes são apenas versões que parecem divertidas e inofensivas”, afirmou.
Especialistas reforçam que brinquedos sensoriais não devem ser aquecidos, muito menos manipulados por crianças sem supervisão adulta. O caso reacende o debate sobre a responsabilidade das plataformas digitais e a importância da educação digital para prevenir acidentes graves motivados por tendências online.








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