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Lula e Flávio firmam acordo para abertura simultânea de sigilos

Documento apresentado ao TSE prevê acesso público aos dados dos candidatos; efetivação da medida depende de decisão de André Mendonça.

Por Redação22/10/2026 19:55◉ 56 visualizações
Lula e Flávio firmam acordo para abertura simultânea de sigilos

As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) assinaram nesta quinta-feira (22), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um acordo para a abertura simultânea de sigilos dos dois candidatos à Presidência. A efetivação do pedido ainda depende de decisão do ministro André Mendonça, relator do caso.

Segundo o Congresso em Foco, o entendimento foi alcançado depois de divergências sobre as condições de divulgação. Lula assinou digitalmente o documento, enquanto a advogada Maria Claudia Bucchianeri assinou em nome de Flávio. As equipes têm até as 23h59 desta quinta para entregar os documentos previstos no acordo.

A petição, descrita pela revista Veja, contempla informações bancárias, fiscais e telefônicas dos candidatos, além de familiares indicados no processo e empresas abrangidas pelas autorizações. O texto pede que a divulgação ocorra ao mesmo tempo, evitando que os dados de um concorrente sejam expostos antes dos do outro.

O pedido também prevê que Mendonça requisite informações ao Banco Central, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia. A proposta é disponibilizar os registros no DivulgaCandContas ou em outro endereço eletrônico de acesso público.

No caso de Lula, o documento menciona familiares e informações relacionadas a palestras, eventos e publicações. A autorização atribuída a Flávio abrange empresas das quais seja sócio ou administrador, contas no Brasil e no exterior nas condições indicadas na petição e mensagens trocadas com Daniel Vorcaro.

O desafio de abertura recíproca dos sigilos surgiu no debate presidencial de domingo (18). Desde então, as campanhas negociaram exigências adicionais para formalizar o entendimento.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro, conforme o calendário do TSE. O acordo entre as campanhas representa uma autorização e um pedido à Justiça Eleitoral; não comprova que os dados já tenham sido liberados ao público.

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