
O deputado estadual e presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), apresentou um crescimento estratégico nas intenções de voto para o governo do Rio de Janeiro, reduzindo a vantagem do ex-prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), a poucos dias do primeiro turno. Conforme dados consolidados pelos principais institutos de pesquisa, como o Datafolha e a Quaest, a distância entre os dois principais candidatos encolheu para 13 pontos percentuais, consolidando um cenário real de segundo turno no estado.
O avanço de Ruas além da base tradicional
O principal fator para a ascensão de Douglas Ruas foi a capacidade de expandir seu eleitorado para fora do núcleo duro do bolsonarismo. Segundo dados detalhados da pesquisa Quaest, enquanto o candidato do PL permaneceu estável com 50% de apoio entre os bolsonaristas convictos, ele registrou saltos significativos em outros dois grupos determinantes:
- Direita não bolsonarista: Ruas saltou de 38% para 49% das intenções de voto.
- Eleitores independentes: No grupo que não se alinha nem à direita nem à esquerda, ele subiu de 9% para 17%.
Em contrapartida, Eduardo Paes sofreu desgastes justamente nessa fatia moderada e independente, caindo de 40% para 32% de apoio no mesmo segmento. Esse movimento demonstra que a estratégia de Ruas de se projetar como gestor técnico e focar em agendas intensas na Baixada Fluminense — região considerada o fiel da balança eleitoral no estado — começou a surtir o efeito desejado na reta final da campanha.
Estabilidade na liderança e a força dos institutos
Apesar do recuo na vantagem, Eduardo Paes mantém o favoritismo técnico na liderança. O levantamento do Datafolha divulgado em 24 de setembro aponta o pessedista com 43% das intenções de voto totais, enquanto Douglas Ruas avançou para 30%. No cenário de votos válidos da mesma pesquisa, Paes pontua com 48% — o que indica que ele ainda não reúne as condições ideais para liquidar a fatura no primeiro turno sem depender da oscilação de outros candidatos.
A disputa fluminense também segue impactada pela indefinição jurídica de Anthony Garotinho (Republicanos), que possui 8% das intenções de voto, mas está com a candidatura contestada. Nos cenários testados sem o ex-governador, os votos migram majoritariamente para Ruas, acirrando ainda mais a distância para o líder. Diante do forte enraizamento do voto conservador no Rio de Janeiro, a arrancada de Ruas joga pressão sobre a campanha de Paes, prometendo uma reconfiguração completa das estratégias de rádio, TV e corpo a corpo para a iminente etapa final de votação.






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