O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou categoricamente que não existe um bloqueio de petróleo contra Cuba. Durante pronunciamento na Casa Branca, Rubio argumentou que a atual crise energética na ilha é fruto direto da má gestão do modelo comunista. Segundo o Secretário, a dependência histórica de subsídios externos mascara a ineficiência do regime.
O Fim da “Era Maduro” e o Impacto na ALBA
A interrupção do fluxo de combustível ocorreu após a queda de Nicolás Maduro na Venezuela, em janeiro de 2026. Historicamente, Cuba recebia remessas subsidiadas através da aliança ALBA, mas esse acordo foi desfeito com a mudança de poder em Caracas. Rubio revelou que o regime cubano frequentemente revendia parte desse petróleo para obter divisas, em vez de priorizar o consumo interno.
Consequentemente, o fim dos “presentes” venezuelanos expôs a fragilidade da infraestrutura cubana. Para a administração Trump, os apagões e a escassez não são causados por pressões externas, mas sim pela incapacidade de manutenção e investimento em um sistema centralizado e obsoleto.
Falhas de Gestão e Segurança Regional
Além da questão energética, Rubio destacou que o governo de Havana falhou em prever a insustentabilidade de seu modelo econômico. A falta de manutenção em usinas soviéticas da década de 50 foi apontada como o principal motivo técnico dos colapsos na rede elétrica. Ele reforçou que os Estados Unidos buscam uma transição democrática na região, mas que a solução para a economia cubana exige uma reforma estrutural interna.
Dessa forma, o discurso americano foca na responsabilidade direta dos líderes de Havana. Rubio ecoou paralelos com a era soviética, lembrando que a ilha sempre buscou um “patrocinador” para sustentar sua economia sem realizar as reformas necessárias.
Perspectivas para o Povo Cubano
Por fim, o Secretário assegurou que o foco dos EUA permanece na segurança nacional e no apoio à liberdade. Enquanto Cuba enfrenta sua pior crise em décadas, Washington mantém a postura de que apenas uma mudança no sistema de governo poderá trazer estabilidade real. Portanto, a responsabilidade pela situação humanitária é creditada exclusivamente ao governo de Miguel Díaz-Canel.
