PF deflagra 10ª fase da Operação Compliance Zero e mira Thiago Miranda

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A nova etapa investigativa foi autorizada pelo STF para desarticular uma rede criminosa suspeita de financiar ataques digitais contra o Banco Central e coagir a imprensa.

Uma suposta atuação coordenada em redes sociais destinada a enfraquecer a imagem do Banco Central do Brasil foi o estopim para a deflagração da 10ª fase da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal. Sob a determinação do ministro André Mendonça, do STF, os agentes federais realizaram buscas minuciosas em endereços ligados ao publicitário Thiago Miranda, em Brasília.

De forma detalhada, os relatórios de inteligência apontam que o investigado atuava em estreita coautoria com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O objetivo central do grupo seria abafar os desdobramentos da liquidação da instituição bancária controlada pelo empresário. Por consequência, campanhas massivas de desinformação passaram a ser monitoradas de perto pelos órgãos de controle federal.

Financiamento milionário e intimidação de jornalistas

Conforme as provas anexadas ao inquérito, contratos milionários de até R$ 2 milhões eram oferecidos pela agência de Thiago Miranda para recrutar influenciadores digitais e profissionais de imprensa. Esses acordos exigiam cláusulas rígidas de confidencialidade com a finalidade de forçar a veiculação de conteúdos favoráveis ao banco e de críticas severas ao órgão regulador.

Por outro lado, quando as vantagens financeiras propostas eram recusadas pelos profissionais, táticas severas de assédio e coação passavam a ser aplicadas pela organização criminosa. Desse modo, dados pessoais, fiscais e patrimoniais de jornalistas foram levantados ilegalmente por meio de plataformas clandestinas de busca. Entre os alvos confirmados pelas investigações está a colunista de política Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Bloqueio de ativos e os próximos passos judiciais

Durante o cumprimento das medidas cautelares na capital federal, a apreensão de documentos físicos, mídias eletrônicas e quantias em dinheiro em espécie foi devidamente autorizada pelo Supremo. Paralelamente, os dados extraídos dos dispositivos telefônicos interceptados nas fases anteriores continuam aterrorizando núcleos políticos e empresariais.

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Até o presente momento, o espaço permanece aberto para a manifestação formal da defesa dos investigados. Os crimes imputados aos envolvidos incluem fraude contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa com contornos de máfia e embaraço direto a investigações criminais.

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