
Eleitores decidirão em 3 de novembro se renovam imposto que financia adicionais salariais e segurança nas escolas públicas do condado.
Professores da rede pública de Miami-Dade, no sul da Flórida, podem perder até US$ 16 mil por ano em adicionais salariais se os eleitores rejeitarem a renovação de um imposto sobre imóveis. A votação está marcada para 3 de novembro de 2026, e o impacto varia conforme o tempo de serviço do profissional.
O valor corresponde ao complemento recebido por determinados educadores experientes, e não a uma redução uniforme para todos os professores. Segundo reportagem do Miami Herald, republicada pelo AOL, o benefício é conhecido como Referendum Retirement Accruing Supplement (RRAS).
O que a votação de novembro decidirá
A proposta pede autorização para manter a cobrança existente de 1 mill, equivalente a US$ 1 para cada US$ 1.000 do valor tributável do imóvel. Em uma propriedade com base tributável de US$ 300 mil, por exemplo, essa parcela representa US$ 300 anuais. O cálculo considera o valor sujeito ao imposto, não necessariamente o preço de mercado da residência.
Se aprovada, a renovação valerá de 1º de julho de 2027 a 30 de junho de 2031. O texto oficial destina os recursos às despesas operacionais das escolas públicas, incluindo as charter schools, com foco na remuneração de professores e profissionais de ensino e na segurança dos estudantes.
A medida também prevê fiscalização por um comitê consultivo de cidadãos. A aprovação depende da maioria dos votos dados à proposta. Trata-se da manutenção da alíquota existente por mais quatro anos.
Adicional pesa no orçamento dos educadores
Entre os casos apresentados pelo Miami Herald está o de Osmarie Fortich, professora com 21 anos na rede. Com remuneração anual de US$ 72.500, ela estima perder US$ 16 mil caso o complemento deixe de existir — aproximadamente 22% de sua renda.
Fortich mora em Clewiston e trabalha em Hialeah. Ao jornal, relatou preocupação com a possibilidade de continuar pagando sua casa e permanecer na profissão. O caso mostra como o fim do adicional poderia afetar decisões de moradia e trabalho de educadores que já dependem dessa receita.
Efeito não seria imediato após a votação
A consulta de novembro define a continuidade do financiamento para o período que começa em julho de 2027. Portanto, uma eventual rejeição não deve ser descrita como um corte salarial automático no dia seguinte à eleição.
Além dos salários, a votação envolve recursos para a segurança escolar. Lideranças educacionais e autoridades locais têm defendido a renovação, segundo a cobertura do Axios Miami.
Axios Miami







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