Zip News OnlinePolíticaBuscar ⌕
Home›Política
Política

Veja relata suspeita de propina em tratativas de Vorcaro

Veja relata suspeita de propina em tratativas de VorcaroRevista cita registros de visitas ao Planalto e relatos sobre captação de R$ 10 bilhões; Padilha e Lula negam…

Por Redação13/10/2026 23:00◉ 4 visualizações
Veja relata suspeita de propina em tratativas de Vorcaro

Veja relata suspeita de propina em tratativas de Vorcaro

Revista cita registros de visitas ao Planalto e relatos sobre captação de R$ 10 bilhões; Padilha e Lula negam irregularidades, e partes da versão são contestadas.

Uma reportagem da revista Veja, publicada nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026, apresenta registros de entrada de Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto acompanhado do consultor Júlio Cezar. A publicação relaciona as visitas a uma tentativa do então dono do Banco Master de captar recursos de fundos de pensão ligados a estatais. VEJASegundo a versão atribuída a Vorcaro pela revista, intermediários que ele associava ao grupo político de Alexandre Padilha teriam exigido 10% dos valores captados. A expectativa alegada era obter R$ 10 bilhões em investimentos, com R$ 1 bilhão destinado a propina. A acusação é contestada pelos envolvidos e não pode ser apresentada como crime comprovado. 

Registros apontam duas visitas ao Planalto

De acordo com os dados de acesso reproduzidos pela Veja, Vorcaro e Júlio Cezar registraram entrada no mesmo minuto em duas ocasiões: 1º de março e 3 de abril de 2024. No relato divulgado pela revista, o ex-banqueiro associa os encontros a contatos com Padilha e Olavo Noleto, então integrantes da Secretaria de Relações Institucionais.

Os registros sustentam a informação sobre as entradas no edifício. Isoladamente, porém, não demonstram o conteúdo das conversas nem comprovam negociação de propina.

Captação nos fundos não se concretizou

A apuração do UOL também identificou mensagens sobre tentativas de aproximação com fundos e instituições federais. Segundo o veículo, Previ, Petros, Postalis e Caixa Asset não chegaram a aplicar recursos no Master. Assim, os R$ 10 bilhões mencionados correspondem a uma expectativa atribuída ao ex-banqueiro, e não a um aporte efetivamente realizado.

O UOL fez outra distinção relevante: a inclusão do Master na chamada “lista exaustiva” dizia respeito a aplicações dos regimes de previdência de servidores estaduais e municipais. Esse cadastro não equivalia a uma autorização para receber investimentos de Previ, Petros e Postalis.

Relato sobre documentário é contestado

Outra parte das acusações divulgadas pela Veja envolve supostos pagamentos ao Instituto Lula e ao documentário Lula, dirigido por Oliver Stone. A revista publicou um áudio atribuído a Vorcaro e relatou uma versão sobre repasses em espécie. 

Entretanto, segundo o UOL, as conversas extraídas do celular não apresentam menção a pagamento ou patrocínio ao documentário. Os produtores também negaram ter recebido recursos de Vorcaro, do Banco Master ou de empresas e fundos associados a eles. 

A CNN informou que a Polícia Federal negou ter recebido depoimento ou documentos da defesa sobre os supostos repasses ao filme. Essas divergências impedem tratar a versão divulgada como confirmação de financiamento irregular. 

PGR esclarece tratativas; envolvidos negam

Em nota, a Procuradoria-Geral da República afirmou que as negociações de colaboração foram conduzidas por advogados e que Vorcaro não prestou depoimento oral à instituição. A proposta foi rejeitada, e não houve interlocução direta entre o ex-banqueiro e representantes da PGR. 

Padilha negou ter atuado ou autorizado terceiros a agir em defesa de Vorcaro ou do Master. Também questionou a autenticidade do material divulgado e informou ter solicitado providências à Advocacia-Geral da União. Lula negou ter recebido vantagens financeiras ou autorizado recebimentos em seu nome; Olavo Noleto igualmente refutou envolvimento em irregularidades. 

As reportagens documentam contatos e tentativas de negócios, mas apresentam divergências sobre a comprovação dos pagamentos e a participação de autoridades. O esclarecimento dessas acusações depende da verificação das provas, sem que registros de reuniões sejam confundidos com demonstração de corrupção.

Veja 

Comentários

Ainda não há comentários aprovados. Seja o primeiro a participar.