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Protestos estudantis provocam confrontos e fechamento de escolas na França

Mobilização por melhores condições de ensino se espalhou pelo país; resposta policial e episódios de violência são alvo de críticas.

Por Redação02/10/2026 18:47◉ 29 visualizações
Protestos estudantis provocam confrontos e fechamento de escolas na França

Protestos estudantis provocaram confrontos com a polícia e o fechamento de centenas de escolas na França nesta sexta-feira, 2 de outubro. Segundo a Reuters, cerca de 400 estabelecimentos de ensino médio estavam fechados em razão da mobilização.

Os atos começaram na região de Paris e se espalharam. Os estudantes reclamam de falta de professores, prédios deteriorados e salas superlotadas. Sindicatos convocaram uma greve de docentes para terça-feira, 6 de outubro, informou a Reuters.

A Associated Press relatou que o Ministério da Educação contabilizava 560 escolas afetadas por manifestações ou interrupções no início da tarde de sexta-feira. O total de unidades atingidas inclui situações distintas e não deve ser confundido com o número de escolas totalmente fechadas.

Para o governo francês, o direito à manifestação pacífica precisa ser preservado, mas episódios de vandalismo e violência exigem intervenção. A AP registrou o uso de gás lacrimogêneo, operações de dispersão e prisões em meio aos confrontos.

A atuação das forças de segurança também é contestada. O Le Monde relatou casos de adolescentes com ferimentos graves e questionamentos de representantes sindicais sobre a proporcionalidade da resposta policial. O Ministério do Interior anunciou o reforço de unidades especializadas em controle de multidões.

Em outra reportagem, o Le Monde informou que o ministro da Educação, Edouard Geffray, tinha encontros previstos com associações de estudantes e pais nesta sexta-feira. O governo também retirou uma proposta de cobrança de matrícula em determinados cursos pós-secundários, em uma tentativa de reduzir a tensão.

As reivindicações sobre ensino e os episódios de violência seguem no centro do impasse. Os balanços mudam conforme o horário e o critério de cada órgão; por isso, dados de escolas afetadas não equivalem automaticamente a paralisação integral das atividades.

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