ONU: Massacre no Irã é o Maior Extermínio de Civis em Décadas — Regime Rejeita Resolução e Lula é Criticado no Brasil

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Numa sessão de emergência do Conselho de Direitos Humanos da ONU em 24 de janeiro de 2026, o jurista e ex-promotor internacional Payam Akhavan qualificou a repressão do regime iraniano aos protestos como “o pior massacre em massa da história contemporânea do Irã”, com uma estimativa de vítimas mortais que supera em escala e rapidez genocídios como o de Srebrenica.

Akhavan, que é também advogado de direitos humanos, falou emotivamente diante dos representantes de nações após relatos de que o regime tem usado força letal contra manifestantes desarmados durante um prolongado apagão de internet, o que tem dificultado a verificação independente dos números reais de vítimas.

Segundo dados compilados por organizações de direitos humanos e agências de monitoramento, o número de mortos confirmados varia amplamente devido às restrições de informação: fontes independentes relatam milhares de mortes verificadas e milhares sob investigação em meio à repressão estatal, enquanto estimativas extraoficiais sugerem que dezenas de milhares podem ter sido mortos desde dezembro de 2025, incluindo um episódio de extrema violência nos dias 8 e 9 de janeiro.

O governo iraniano, porém, rejeitou o teor da resolução do Conselho que buscava estender o mandato de um grupo de investigação, afirmando que o documento era politizado e que a situação interna está sendo tratada por seus próprios mecanismos.

🌍 Repressão, Apagão de Internet e Condenações

Desde o fim de dezembro de 2025, protestos surgiram em várias cidades iranianas motivados por questões socioeconômicas e políticas. O governo impôs blackout total de internet desde 8 de janeiro, segundo observadores, numa tentativa de ocultar imagens e relatos da repressão.

Autoridades iranianas divulgaram números oficiais muito mais baixos — cerca de 3.117 mortos, segundo mídia estatal — mas grupos de direitos humanos afirmam que só as mortes verificadas por eles ultrapassam esse número, com milhares de casos adicionais em análise.

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🇧🇷 Repercussão no Brasil

A postagem do consultor brasileiro Julio Schneider, compartilhando trechos do discurso de Akhavan, ganhou força em círculos conservadores do Brasil. Alguns usuários nas redes sociais vincularam as críticas ao Irã com uma crítica simultânea ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando-o de alinhamento excessivamente amistoso com Teerã e de silêncio por parte do Itamaraty diante das denúncias de violações de direitos humanos — uma narrativa que acende debates sobre política externa e valores democráticos no Brasil.

📌 Cenário Internacional

Enquanto países ocidentais e organizações de direitos humanos demandam investigação e responsabilização das autoridades iranianas por possíveis crimes contra a humanidade, na ONU há divergências — com alguns Estados considerando a intervenção em assuntos internos como inapropriada, e outros defendendo maior ação internacional.

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