Mudança na cobrança de maternidade nos EUA deve encarecer gravidez

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Ter um bebê nos Estados Unidos poderá se tornar uma experiência substancialmente mais cara e burocrática a partir de janeiro de 2027. Isso ocorrerá devido a uma reformulação histórica no sistema de faturamento médico do país, a qual dará fim ao modelo tradicional de pagamento “agrupado” ou global que cobre todo o período gestacional.

A mudança estrutural foi desenvolvida em conjunto pelo American College of Obstetricians & Gynecologists (ACOG) e pela American Medical Association (AMA). Consequentemente, as diretrizes de faturamento médico, conhecidas como códigos CPT, passarão a fragmentar a assistência à maternidade em quatro fases distintas: pré-natal, gerenciamento do trabalho de parto, o parto em si e o período pós-parto.

A Justificativa Médica para o Desmembramento

De acordo com as entidades que lideram a transição, o formato atual foi instituído na década de 1990 e já não reflete a complexidade da obstetrícia moderna. Atualmente, casos de alta complexidade são frequentemente atendidos por equipes multidisciplinares e envolvem recursos tecnológicos que não existiam no passado. Desse modo, o novo modelo permitirá que médicos cobrem individualmente por consultas presenciais, atendimentos virtuais via telemedicina e monitoramentos remotos de saúde.

Segundo os defensores da medida, a fragmentação visa corrigir distorções financeiras e garantir uma compensação mais justa para os profissionais de saúde. Por outro lado, especialistas temem que esse incentivo financeiro acabe estimulando a solicitação excessiva de exames e consultas complementares desnecessárias.

O Impacto Financeiro para as Famílias Americanas

Inquestionavelmente, a maior preocupação gira em torno do orçamento das famílias, especialmente aquelas que dependem de planos de saúde com franquias elevadas. Atualmente, o gasto médio do próprio bolso de quem possui convênio empresarial gira em torno de US$ 2.743. No entanto, com a entrada em vigor das novas regras, analistas preveem que taxas adicionais serão repassadas diretamente aos consumidores.

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Apesar de a legislação americana (Affordable Care Act) prever a isenção de custos diretos para serviços preventivos básicos, os atendimentos de intercorrências e o pós-parto detalhado ficarão de fora dessa blindagem. Além disso, o processamento burocrático de seguros de saúde deverá se tornar muito mais complexo para os pacientes.

Embora a publicação oficial dos valores de referência por procedimento esteja prevista para o final deste ano pelo órgão federal Centers for Medicare & Medicaid Services (CMS), seguradoras de saúde de todo o país já iniciaram o processo de migração para o novo modelo. Diante disso, o planejamento financeiro para quem deseja engravidar a partir de 2027 precisará ser refeito sob critérios rigorosos de custos individualizados.


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