
A losartana, medicamento usado no tratamento da hipertensão, aumentou a atividade da gordura marrom em testes com camundongos, segundo pesquisa financiada pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, o NIH. Os resultados foram publicados em 14 de outubro.
A investigação começou com a análise de exames de imagem e registros de mais de 100 mil pacientes. Os pesquisadores observaram uma associação entre o uso de bloqueadores dos receptores de angiotensina, classe da losartana, e a presença de gordura marrom ativa.
Diferentemente da gordura branca, que armazena energia, a gordura marrom utiliza energia para produzir calor. A equipe investigou se um medicamento já utilizado na prática clínica poderia estimular esse processo.
De acordo com a Weill Cornell Medicine, os testes em células mostraram aumento da atividade metabólica com a losartana. Em camundongos saudáveis, o tratamento elevou indicadores como gasto energético e consumo de oxigênio, mas o peso corporal permaneceu estável.
Esse detalhe limita interpretações sobre emagrecimento. O experimento não demonstrou perda de peso nos animais nem estabeleceu eficácia do medicamento como tratamento metabólico para pessoas.
Os pesquisadores também encontraram associações entre gordura marrom e menor ocorrência de alguns diagnósticos cardiovasculares e psiquiátricos nos registros analisados. Esses vínculos observacionais não demonstram prevenção ou cura.
A possibilidade de reaproveitar o medicamento exige novas etapas de pesquisa. Os resultados apresentados não estabelecem uma nova indicação clínica para a losartana em seres humanos.
Fontes consultadas: NIH — Pesquisa sobre losartana e gordura marrom — 14/10/2026; Weill Cornell Medicine — Detalhes dos experimentos e da análise clínica — 19/10/2026.








Comentários
Participe da conversa
Para comentar no Zip News, faça login ou crie gratuitamente seu cadastro.
Ainda não há comentários aprovados. Seja o primeiro a participar.