A exportação brasileira sofreu um impacto severo nesta terça-feira (12). A União Europeia (UE) removeu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes, animais vivos e produtos de origem animal. De acordo com o comunicado oficial, a medida entrará em vigor no dia 3 de setembro de 2026.
Motivo da exclusão: Uso de antimicrobianos
A decisão foi fundamentada na ausência de garantias suficientes sobre o controle de antimicrobianos na pecuária nacional. Segundo a Comissão Europeia, as normas do bloco proíbem o uso de antibióticos para fins de crescimento ou aumento de produtividade. Ademais, a estratégia “Uma Só Saúde” restringe medicamentos críticos para a saúde humana para evitar a resistência bacteriana.
Enquanto vizinhos como Argentina, Colômbia e México permanecem na lista, o Brasil foi excluído de categorias que incluem bovinos, aves, ovos e mel.
Impacto econômico bilionário
Certamente, o prejuízo financeiro é a maior preocupação do setor produtivo. Atualmente, o mercado europeu rende cerca de US$ 2 bilhões anuais ao país. Por consequência, a exclusão temporária gera instabilidade para frigoríficos e produtores rurais, especialmente durante as negociações do acordo Mercosul-UE.
Reação e próximos passos do governo
Em resposta, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) manifestou surpresa com a decisão. Garantias técnicas e sanitárias serão apresentadas pelo governo Lula imediatamente para tentar reverter a sanção antes do prazo de setembro.
Entretanto, analistas indicam que a pressão de produtores da França e Irlanda pode ter influenciado o rigor da fiscalização. Agora, o foco do agronegócio brasileiro é a adequação regulatória para recuperar o acesso aos mercados internacionais.
