A temperatura política subiu drasticamente após a vereadora de Porto Alegre, Mariana Lescano (PP), publicar um vídeo contundente nas redes sociais.
Na gravação, uma série de decisões regulatórias do governo federal é questionada pela parlamentar, que sugere um padrão de favorecimento aos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da holding J&F.
O embate entre Ypê e Minuano
O ponto central da denúncia reside na recente ofensiva da Anvisa contra lotes de produtos da Ypê, líder no mercado de limpeza. A suspensão da fabricação de detergentes e sabões foi determinada pela agência sob a justificativa de risco bacteriano. Entretanto, Lescano aponta que essa medida abriu um vácuo comercial ocupado imediatamente pela Minuano, marca que pertence ao conglomerado dos Batista.
“Para quem acha que o arrocho na Ypê foi coincidência, dá uma olhadinha aí”, provocou a vereadora, listando benefícios que teriam alcançado setores de ovos, peixes e até usinas de energia.
Histórico de influência e reação conservadora
Ademais, o histórico de proximidade dos irmãos Batista com o poder alimenta a tensão. Enquanto defensores do governo classificam as acusações como teorias da conspiração, perfis conservadores iniciaram um movimento de boicote contra a Minuano, defendendo a Ypê como alvo de perseguição ideológica por seu apoio histórico a causas de direita.
Por consequência, o debate sobre a neutralidade das agências reguladoras foi reaberto. Garantias de isenção técnica são exigidas pela oposição, que vê nas “coincidências” citadas por Lescano um padrão de influência econômica preocupante. Em suma, a polarização entre “ficar com a Ypê ou com o PT” define o tom das discussões em Brasília e nas redes sociais.
