O cenário político e administrativo em Brasília enfrenta uma crise profunda nesta terça-feira, 17 de março de 2026. De acordo com relatórios recentes da Polícia Federal, o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, teria recebido cerca de R$ 4 milhões provenientes de um esquema de corrupção que vitimou milhões de aposentados e pensionistas.
A “mesada” do italiano: Como funcionava o esquema de propina
Conforme apontam as investigações da Operação Sem Desconto, Stefanutto era identificado em planilhas criminosas pelo codinome “italiano”. A propina mensal de R$ 250 mil teria sido paga por entidades que realizavam descontos associativos indevidos diretamente na folha de pagamento de segurados doentes e idosos. Além disso, empresas de fachada, como uma pizzaria e uma imobiliária, teriam sido utilizadas para ocultar a origem ilícita dos valores.
Impacto da fraude bilionária sobre aposentados e pensionistas
A magnitude do roubo impressiona as autoridades. Estima-se que mais de 7,8 milhões de pessoas tenham sido lesadas, gerando um rombo de aproximadamente R$ 6,3 bilhões nos últimos anos. Adicionalmente, o esquema teria contado com a facilitação institucional de altos cargos no órgão para blindar a atuação de associações fraudulentas, como a CONAFER. Por conseguinte, o governo agora enfrenta o desafio de restituir os valores aos herdeiros das vítimas que faleceram antes de verem a justiça ser feita.
CPI e Polícia Federal avançam sobre a cúpula do INSS
Embora Stefanutto negue qualquer participação em atos ilícitos, sua prisão preventiva foi mantida para auxiliar as investigações da CPMI do INSS. Durante depoimentos recentes, o ex-gestor utilizou o direito ao silêncio garantido pelo STF para evitar a autoincriminação. No entanto, novas provas estão sendo analisadas pelo relator Alfredo Gaspar, que lamentou a dificuldade em obter depoimentos de peças-chave para esclarecer o “roubo bilionário” aos cofres públicos.
