
A alta do diesel está encarecendo o transporte de cargas nos Estados Unidos e ampliando a pressão sobre os preços de outros setores. Reportagem da Reuters publicada nesta quinta-feira, 15 de outubro, mostra que o combustível mais caro afeta também os custos da produção de alimentos.
Em setembro, o indicador de preços ao produtor para o transporte rodoviário de cargas subiu 19% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo os dados apresentados pela agência.
O repasse não ocorre de maneira uniforme: os custos de etapas anteriores da cadeia alimentar avançam mais rapidamente do que os preços finais dos alimentos. Por isso, a pressão sobre a produção não deve ser confundida com um aumento idêntico e imediato no supermercado.
A oferta mundial também preocupa. Em relatório divulgado na quarta-feira, a Agência Internacional de Energia alertou que o mercado de diesel pode permanecer apertado durante parte de 2027, conforme outra reportagem da Reuters.
Conflitos que afetam a produção no Oriente Médio e na Rússia contribuem para o desequilíbrio. A agência apontou que a redução dos estoques diminui a margem de proteção do mercado diante de novas interrupções.
Fontes consultadas: Reuters; Reuters — oferta global de diesel.







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