
Deputado aciona Ministério Público após flagrar plantação de maconha intacta em Acopiara
Fortaleza, 29 de junho de 2026 – Uma representação formal foi protocolada pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE) junto ao Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE). O parlamentar questiona a eficácia da recente ação policial que havia sido divulgada como a maior apreensão de maconha dos últimos anos no estado. Em vídeo gravado em frente à sede do órgão, o deputado e um assessor apresentaram os documentos que detalham as supostas irregularidades.
Plantação teria ficado abandonada após ação policial
De acordo com o relato do parlamentar, a operação foi realizada na última quinta-feira (25) pela Polícia Civil na zona rural de Acopiara. Porém, grande parte da plantação de maconha foi deixada intacta pelas equipes policiais. Fernandes afirmou ter visitado o local dias após a ação, onde milhares de pés da erva ainda eram cultivados.
Além disso, celulares, anotações e documentos foram abandonados no acampamento que era utilizado pelos criminosos. O deputado informou que as forças de segurança locais foram acionadas por ele para recolher o material, mas nenhuma equipe compareceu ao local durante as três horas em que ele aguardou na região.
Governo do Ceará investiga o caso
Anteriormente, os resultados da megaoperação tinham sido celebrados pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Cerca de 290 mil pés de maconha teriam sido localizados em uma área de três hectares, embora nenhuma prisão imediata tenha sido registrada.
Nota Oficial: Em resposta às acusações, uma apuração interna foi determinada pela Secretaria de Segurança Pública para avaliar possíveis falhas na custódia do local do crime. O órgão garantiu que as devidas punições serão aplicadas caso fiquem comprovadas as negligências.
Por fim, o caso foi classificado por André Fernandes como "um buraco mais fundo". Diante disso, o processo também será levado por ele à Polícia Federal para que uma possível fuga de informação ou aviso prévio aos traficantes seja investigada. A representação agora será analisada pelo Ministério Público, que decidirá pela abertura de inquérito civil ou criminal.






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