Toffoli muda decisão e tira provas do STF e entrega material da PF à PGR

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), mudou sua decisão na noite desta quarta-feira (14/1) e determinou que os materiais apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master, não fiquem mais lacrados e sob custódia do STF, em Brasília.

Na nova determinação, Toffoli estabeleceu que todo o material recolhido pela Polícia Federal (PF) passe a ficar sob a custódia da Procuradoria-Geral da República (PGR), após considerar o êxito da operação deflagrada ao longo do dia.

Mudança de entendimento do STF

Inicialmente, o ministro havia determinado que os documentos, equipamentos eletrônicos e mídias digitais apreendidos fossem lacrados e acautelados na sede do STF, medida que gerou forte repercussão por retirar da Polícia Federal o controle direto das provas.

Horas depois, no entanto, Toffoli revisou seu entendimento e decidiu transferir a responsabilidade da guarda para a PGR. Segundo o ministro, a mudança leva em conta o sucesso da operação policial e a necessidade de preservação adequada do material apreendido.

“Determino, outrossim, que o Procurador-Geral da República adote as cautelas necessárias à correta e cuidadosa custódia do referido material”, afirmou Toffoli em sua decisão.

Como ficará a custódia das provas

De acordo com a nova decisão, caberá à Procuradoria-Geral da República garantir que os materiais apreendidos sejam preservados de forma adequada até a realização das perícias. Toffoli especificou que os dispositivos eletrônicos devem:

  • permanecer eletricamente carregados;
  • ficar desacoplados de redes telefônicas e de wi-fi;
  • ter seu conteúdo preservado para extração e perícia oportunas pela autoridade responsável.

Apesar da mudança, a Polícia Federal não terá acesso imediato aos materiais, que ficarão sob guarda da PGR até nova deliberação judicial.

Polícia Federal é oficialmente comunicada

Na mesma decisão, Toffoli determinou que o diretor-geral da Polícia Federal seja formalmente notificado, autorizando o encaminhamento direto de todo o material apreendido à PGR.

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A medida reorganiza a cadeia de custódia das provas no âmbito da investigação, mas mantém a PF afastada do manuseio imediato dos itens recolhidos durante as buscas.

Contexto da Operação Compliance Zero

A segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (14/1), teve 42 alvos, incluindo o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, além de empresários e investidores ligados ao mercado financeiro. A operação apura um suposto esquema de fraudes em instituições financeiras, com indícios de crimes como gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O caso segue sob relatoria de Dias Toffoli no STF, com a investigação avançando agora para a fase de análise e perícia do material apreendido, sob supervisão da Procuradoria-Geral da República.

Até o momento, não há condenações, e todos os investigados têm direito à ampla defesa.

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