Pelo menos 12 estados nos Estados Unidos estão enfrentando ataques cibernéticos contra seus sistemas de abastecimento e tratamento de água, conforme revelaram fontes ligadas às agências de inteligência. Apesar da gravidade e da amplitude do incidente, as autoridades locais e federais garantem que não houve interrupções generalizadas ou contaminação no fornecimento de água potável para a população até o momento.
O que se sabe sobre a onda de ataques
A ofensiva digital gerou um alerta nacional imediato emitido em conjunto pelo FBI e pela Agência de Proteção Ambiental (EPA). O foco dos invasores tem sido o comprometimento de tecnologias operacionais específicas, como controladores lógicos programáveis que conectam a infraestrutura das estações de tratamento diretamente à internet.
- Modus Operandi: Os hackers tentam alterar senhas administrativas e desativar alarmes de monitoramento.
- Impacto Local: Em estados como Minnesota, mais de 30 sistemas municipais foram visados. O estado do Michigan também confirmou incidentes em suas redes de distribuição.
- Medida de Resposta: Operadores locais agiram rapidamente e reverteram os sistemas afetados para o modo de operação manual, evitando o desabastecimento.
Suspeitas e vulnerabilidade da infraestrutura
Fontes oficiais apontam o Irã como o principal suspeito por trás das ações coordenadas, embora uma atribuição pública definitiva ainda dependa das investigações em andamento lideradas pela Divisão Cibernética do FBI.
Especialistas de segurança reforçam que grande parte das empresas de saneamento do país compartilha de vulnerabilidades críticas. Softwares desatualizados, senhas de fábrica fracas e redes expostas sem os devidos controles de acesso facilitam a atuação de agentes maliciosos internacionais. O governo federal orientou que todas as distribuidoras de água desconectem interfaces desnecessárias da internet pública para conter o avanço das invasões.
