Caiado Detona Nova Manobra de Lula na Segurança e Denuncia Ataque ao Pacto Federativo

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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, subiu o tom nesta semana, 7 e 8 de janeiro de 2026, contra o governo federal, classificando as novas medidas do Ministério da Justiça como uma “truculência” e “chantagem explícita” contra os estados. A denúncia foca em portarias assinadas pelo ministro Ricardo Lewandowski — em seus últimos atos antes de deixar a pasta — que condicionam o repasse de verbas federais ao cumprimento de diretrizes impostas pela União.

O “Nó” na Segurança Pública

Segundo Caiado, o governo Lula está tentando “meter a mão” na autonomia estadual ao alterar regras do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) por meio de portarias, após não conseguir aprovar tais mudanças via Congresso. A principal crítica recai sobre o condicionamento de recursos cruciais:

  • Bloqueio de Verbas: Estados que não seguirem as novas portarias sobre uso da força e protocolos operacionais podem ficar sem recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, do Fundo Penitenciário e até de emendas parlamentares.
  • Interferência Direta: Caiado afirma que o governo federal busca ditar como a polícia deve agir na ponta, ignorando as peculiaridades regionais e violando o Pacto Federativo.
  • Conivência com o Crime: O governador goiano acusou a gestão Lula de ser “complacente e parceira das facções” ao engessar a atuação policial com normas que, segundo ele, favorecem a criminalidade.

A “Canetada” de Despedida

A denúncia surge em um momento de alta tensão, com Caiado consolidado como pré-candidato à Presidência da República para as eleições de outubro de 2026. O governador destacou que Lewandowski, ao assinar as portarias antes de sua saída prevista para 9 de janeiro de 2026, tentou impor “à base da canetada” o que foi rejeitado pelos parlamentares.

Caiado defende que a segurança em Goiás, que ele aponta como referência por ter reduzido drasticamente os índices criminais, só foi possível graças à autonomia e gestão local, algo que as novas diretrizes da União ameaçam “asfixiar”.

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