Brasília, 30 de dezembro de 2025 — A deputada federal e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Caroline de Toni (PL-SC), utilizou suas plataformas oficiais nesta terça-feira para realizar um balanço crítico do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em um levantamento detalhado, a parlamentar apresentou o que chama de “os 13 recordes negativos da gestão petista”, apontando danos estruturais à economia e à governança do Brasil.
O principal alvo da crítica foi o rombo nas contas públicas. Dados recentes do Banco Central do Brasil confirmam que o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 20,2 bilhões apenas em novembro de 2025, elevando a dívida pública para o patamar alarmante de 78,1% do PIB.
O colapso das Estatais
De Toni destacou que, sob a atual gestão, as empresas estatais voltaram a operar no vermelho após anos de lucro. O prejuízo acumulado pelas estatais (excluindo Petrobras e bancos) já soma **R
“O governo Lula conseguiu destruir a eficiência das nossas estatais em tempo recorde. O que era lucro e investimento virou ralo de dinheiro público”, afirmou a deputada.
Confira os 13 recordes negativos apontados:
- Déficit das Estatais: O maior rombo em décadas, atingindo R$ 10,3 bilhões em 2025.
- Explosão da Dívida Pública: Alcance da marca histórica de R$ 9,75 trilhões em endividamento.
- Déficit Primário Persistente: Desequilíbrio fiscal contínuo, com gastos superando a arrecadação sistematicamente.
- Carga Tributária Recorde: Implementação de novas taxas e impostos para sustentar o aumento da máquina pública.
- Aumento da Inflação de Alimentos: Impacto direto no custo de vida das famílias de baixa renda em 2025.
- Queimadas em Níveis Críticos: Recordes de focos de incêndio na Amazônia e no Cerrado, superando anos anteriores.
- Gastos com Comitivas Internacionais: Custo recorde em viagens presidenciais e hospedagens de luxo no exterior.
- Fila do INSS: Manutenção de mais de 1,7 milhão de brasileiros aguardando perícias e benefícios.
- Déficit Previdenciário: Rombo crescente na Previdência Social sem sinalização de reforma de gastos.
- Avanço do Crime Organizado: Aumento da influência de facções e sensação de insegurança pública.
- Cortes na Educação e Saúde: Bloqueios bilionários de verbas em ministérios essenciais para cumprir o arcabouço fiscal.
- Crise Diplomática: Isolamento em relação a democracias ocidentais e alinhamento com regimes autoritários.
- Desaprovação Popular: Pior índice de popularidade de um presidente no terceiro ano de mandato desde a redemocratização.
Reação do Governo e Cenário Econômico
O Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda têm buscado minimizar os números, argumentando que o déficit das estatais reflete “investimentos necessários para a retomada do crescimento”. No entanto, economistas alertam que o aumento dos juros pelo Copom para conter a inflação é uma resposta direta à falta de rigor fiscal do governo.
A análise de Caroline de Toni ecoa no Congresso Nacional, onde a oposição promete endurecer a fiscalização sobre o Orçamento de 2026. Para a parlamentar, o cenário atual é de “irresponsabilidade técnica e ideológica”.
Acompanhe as atualizações:
Para mais detalhes sobre as contas públicas e indicadores econômicos, acesse o portal do Tesouro Nacional Transparente.
