Polícia Federal Altera Setor de Investigação do Caso INSS
Uma importante mudança estrutural foi realizada na Polícia Federal em relação ao inquérito que apura desvios bilionários na autarquia previdenciária. A condução do caso, que estava sob a responsabilidade do setor especializado em crimes previdenciários, acabou transferida para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq). Essa alteração chamou a atenção dos observadores políticos e jurídicos, visto que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, não possui a prerrogativa de foro privilegiado.
A transferência do inquérito ocorreu sem que comunicados prévios fossem feitos à imprensa. Da mesma forma, o relator da matéria no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, não foi formalmente notificado de imediato. Para setores da oposição no Congresso, a movimentação é interpretada como um indício de blindagem política, motivando novos requerimentos de explicação na Comissão de Segurança Pública.
Novos Depoimentos e Críticas de Aparelhamento Político
Logo após a reorganização dos departamentos pela cúpula da instituição, o depoimento da empresária Roberta Luchsinger foi agendado pelos novos delegados. Ela é apontada pelos relatórios policiais como uma suposta intermediária de repasses entre o empresário Antônio Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”, e o filho do presidente. Em dezembro anterior, a possibilidade de envolvimento de Lulinha em práticas ilícitas já havia sido mencionada publicamente pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.
| Etapa do Caso | Órgão Responsável | Status Atual |
|---|---|---|
| Início das Apurações | Divisão de Crimes Previdenciários | Transferido |
| Fase Atual | Foro Privilegiado (Cinq) | Oitivas marcadas |
| Poder Legislativo | CPMI do INSS | Relatório rejeitado |
Paralelamente, fortes contestações são levantadas sobre a atuação da CPMI do INSS. Críticos afirmam que familiares do chefe do Executivo foram blindados durante os trabalhos da comissão parlamentar, que rejeitou o indiciamento dos principais alvos políticos. Argumenta-se que o aparelhamento estatal tem sido rotineiramente observado no atual governo, gerando cobranças públicas para que a Polícia Federal mantenha uma postura rigorosamente técnica e transparente.
