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Eleições 2026 renovam Senado e ampliam força do PL para 2027

Casa terá 40 novos senadores; levantamento aponta 49 parlamentares favoráveis ao impeachment de ministros do STF, abaixo dos 54 votos exigidos para condenação.

Por Redação05/10/2026 12:50◉ 157 visualizações
Eleições 2026 renovam Senado e ampliam força do PL para 2027

As eleições de 4 de outubro de 2026 redesenharam o Senado que iniciará a próxima legislatura em fevereiro de 2027. Segundo a Agência Senado, 40 das 54 cadeiras disputadas serão ocupadas por novos senadores, enquanto 14 ficaram com parlamentares reeleitos. A renovação ocorre em dois terços dos 81 assentos da Casa.

O PL conquistou 19 vagas e terá 28 senadores a partir do próximo ano, conforme a Rádio Senado. O resultado dá ao partido a maior bancada da nova composição e amplia seu peso nas negociações sobre projetos, comissões e a escolha do comando da Casa.

A mudança também repercute na discussão sobre pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Levantamento da Folha de S.Paulo aponta que ao menos 49 integrantes do Senado de 2027 já defenderam a medida, alguns com ressalvas. Esse número não representa votos garantidos em um processo específico.

Pela Constituição, a condenação em julgamento de crime de responsabilidade exige dois terços dos votos do Senado: 54 de 81. Assim, o contingente identificado pela Folha está cinco votos abaixo desse patamar. Manifestar apoio ao impeachment não produz afastamento automático nem dispensa a análise das acusações e o procedimento legal.

A disputa pela presidência do Senado será outro fator relevante para o encaminhamento dessa agenda. A Folha cita Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) entre os nomes trabalhados pelo grupo bolsonarista para suceder Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A articulação ainda depende de acordos entre bancadas.

Em 1º de setembro, Alcolumbre afirmou que havia 109 pedidos de impeachment envolvendo ministros do STF encaminhados ao Senado, segundo a CNN Brasil. A declaração evidencia a pressão sobre a presidência da Casa, mas o volume de solicitações não comprova a procedência das denúncias.

Marinho apresentou em 18 de setembro um projeto de resolução para estabelecer prazo de 30 dias úteis à decisão do presidente do Senado sobre pedidos de impeachment. A proposta busca alterar o tratamento dessas solicitações e precisa ser aprovada para produzir efeitos; não deve ser confundida com regra já em vigor.

Os quóruns variam conforme a matéria. No Senado, a maioria absoluta corresponde a 41 votos. Uma proposta de emenda à Constituição precisa de pelo menos 49 votos em cada um de dois turnos na Casa, além de aprovação em dois turnos na Câmara, com três quintos dos deputados, e respeito aos limites constitucionais.

O fortalecimento do PL e a renovação das cadeiras mudam as condições de negociação para 2027. Transformar essas posições em decisões, porém, dependerá da formação de maiorias em cada votação, da condução dos trabalhos e das regras aplicáveis a cada proposta.

Fontes consultadas: Agência Senado — renovação das cadeiras; Rádio Senado — bancada do PL; Folha de S.Paulo — levantamento sobre impeachment; CNN Brasil — pedidos citados por Alcolumbre; CNN Brasil — proposta de Rogério Marinho; Senado Federal — Constituição, artigos 52 e 60.

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