EUA alertam para risco de golpe de Estado financiado pelo crime na Bolívia

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Os Estados Unidos afirmaram que a Bolívia enfrenta um golpe de Estado em curso financiado pelo crime organizado regional. A declaração foi feita pelo subsecretário de Estado americano, Christopher Landau, durante um evento em Washington. De acordo com o governo norte-americano, os intensos protestos populares que pedem a renúncia do presidente boliviano, Rodrigo Paz, não passam de um movimento orquestrado por uma aliança criminosa.

Atualmente, o país vizinho vive uma de suas piores crises econômicas em quatro décadas. Consequentemente, milhares de manifestantes, incluindo mineiros e sindicatos, bloquearam rodovias e paralisaram o comércio local. Diante desse cenário alarmante, Washington decidiu intervir diplomaticamente para manifestar total apoio ao atual presidente, que assumiu o poder recentemente após vencer as eleições democraticamente.

A denúncia dos EUA sobre o crime organizado

Segundo as informações divulgadas pelo Metrópoles, Christopher Landau classificou os atos violentos como uma “aliança maligna entre a política e o crime organizado” na América Latina. Dessa forma, o diplomata argumentou que redes criminosas financiam o caos nas ruas para desestabilizar governos legítimos. Uma tentativa de golpe foi identificada pelos EUA, que enxergam as ações de bloqueio como um atentado direto à jovem democracia boliviana.

Além disso, a gestão de Donald Trump exigiu um posicionamento firme de outros países da América do Sul. O Brasil e a Colômbia foram citados diretamente pelo secretário-adjunto, que cobrou o suporte institucional à presidência de Rodrigo Paz. Conforme os dados oficiais, bancos e comércios em La Paz fecharam suas portas por razões de segurança pública.

Entenda as causas dos protestos em massa

Com o propósito de esclarecer os motivos reais da agitação civil, especialistas apontam que a crise interna da Bolívia vai além das disputas geopolíticas. Em primeiro lugar, as manifestações foram iniciadas por causa da inflação galopante, do desabastecimento de combustíveis e de medidas econômicas de austeridade. Além disso, a revogação de incentivos agrícolas gerou revolta entre os trabalhadores rurais e as comunidades indígenas.

  • Greves nacionais: Professores, caminhoneiros e sindicatos aderiram aos protestos generalizados.
  • Bloqueios de rodovias: Mais de 30 pontos de interrupção nas estradas afetaram a distribuição de alimentos e remédios.
  • Confrontos na capital: Manifestantes usaram explosivos artesanais contra as barreiras policiais na Praça Murillo.
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Por outro lado, o governo boliviano acusa facções políticas ligadas ao ex-presidente socialista Evo Morales de coordenarem as ações violentas de bastidores. Contudo, os grupos civis afirmam que o povo está apenas lutando contra a miséria extrema e o alto custo de vida. Enquanto a União Europeia pede calma e diálogo entre as partes, a Casa Branca eleva o tom e garante que defenderá as instituições bolivianas contra a ingerência de cartéis e o tráfico regional.


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