A saúde pública dos Estados Unidos celebrou um marco histórico em 2024. De acordo com novos dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a expectativa de vida ao nascer no país subiu para 79 anos, o maior patamar já registrado na história americana.
O avanço de cerca de seis meses em relação a 2023 reflete uma recuperação robusta e supera o recorde anterior estabelecido em 2014.
O que impulsionou o novo recorde?
Segundo o relatório do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde (NCHS), diversos fatores contribuíram para que os americanos vivessem mais:
- Queda drástica na mortalidade por COVID-19: A doença, que chegou a ser a terceira maior causa de morte no país, caiu 37% em 2024 e saiu do “top 10” de causas letais.
- Redução em overdoses e acidentes: As mortes por lesões não intencionais, categoria que inclui overdoses de drogas, apresentaram uma queda superior a 14%.
- Melhora em doenças crônicas: Houve declínio nas taxas de mortalidade por doenças cardíacas e câncer, as principais causas de morte nos EUA.
Diferenças entre Gêneros
Embora ambos os sexos tenham visto melhorias, a lacuna de longevidade entre homens e mulheres continuou a diminuir:
- Mulheres: Expectativa subiu para 81,4 anos.
- Homens: Saltou para 76,5 anos, apresentando um crescimento ligeiramente mais rápido que o feminino no último ano.
Desafios e Comparações Internacionais
Apesar do recorde interno, especialistas do CDC observam na CBS News que os EUA ainda ficam atrás de outras nações desenvolvidas, como Japão e Austrália, onde a média supera os 80 anos. Além disso, o suicídio voltou a figurar entre as 10 principais causas de morte, ocupando o lugar deixado pela COVID-19.
