
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, afirmou nesta quarta-feira, 21 de outubro, que aceita abrir seus sigilos bancário e telefônico, mas condicionou a iniciativa à divulgação de informações adicionais relacionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu em um encontro com apoiadores em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.
Segundo o Times Brasil e o R7, Flávio exigiu a abertura do sigilo telefônico de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. O candidato argumentou que o assessor recebia ligações destinadas ao presidente, que, conforme a alegação do senador, não utilizava celular próprio.
O nome citado nesse contexto é o do ex-assessor presidencial. A identificação completa é importante para evitar confusão com outras pessoas conhecidas pelo mesmo apelido.
Em petição apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral nesta quarta-feira, conforme reportagem da CNN Brasil, Flávio declarou autorizar o acesso a seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, incluindo empresas das quais é sócio ou administrador. O documento também apresenta exigências para a entrega dos registros.
Entre as cobranças estão dados de familiares de Lula e do ex-chefe de gabinete, despesas relacionadas à primeira-dama Janja e gastos do cartão corporativo da Presidência. Segundo a CNN, o senador afirmou que só apresentará seus dados após a entrega da documentação exigida ao adversário.
Durante o ato, Flávio também acusou Marcola de facilitar negócios para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e alegou que Lula teria patrimônio em nome de terceiros, segundo o relato do R7. Essas declarações são acusações do candidato; as reportagens consultadas não apresentam comprovação independente dessas afirmações específicas.
O desafio original foi formalizado por Lula na terça-feira, 20 de outubro. De acordo com a Agência Brasil, o presidente enviou ao TSE uma autorização para o levantamento de seus sigilos e dos registros de familiares, desde que Flávio e integrantes de sua família adotem a mesma medida.
A proposta de Lula abrange os últimos oito anos e inclui a primeira-dama e seus cinco filhos. O requerimento foi encaminhado ao presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, após o compromisso anunciado no debate da Band de 18 de outubro.
A apresentação das autorizações e das condições não equivale à divulgação efetiva dos documentos. As fontes consultadas descrevem pedidos e manifestações dos candidatos, sem demonstrar que todos os registros cobrados já tenham sido tornados públicos.
Fontes consultadas: CNN Brasil; Times Brasil; R7; Agência Brasil.







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