
SÃO PAULO – O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, defendeu neste domingo (30) o endurecimento da legislação penal brasileira e o aumento da população carcerária do país. Após reunião com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, o parlamentar afirmou que o Brasil “tem pouco preso” e prometeu criar 500 mil novas vagas em presídios caso seja eleito.
O encontro ocorreu em um hotel no centro de São Paulo e durou cerca de uma hora. Participaram da agenda aliados políticos de peso, como o senador e candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro, o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar, além de Guilherme Derrite e André do Prado, postulantes ao Senado por São Paulo. O foco do debate foi o "modelo Bukele", política de segurança em massa implementada pelo presidente salvadorenho Nayib Bukele.
Em entrevista coletiva após o encontro, Flávio Bolsonaro elogiou os resultados de El Salvador, destacando a redução drástica nas taxas de homicídios no país centro-americano como uma referência a ser copiada pelo Brasil. Ele classificou a atual legislação penal brasileira como “frouxa” e propôs penas mínimas rígidas até mesmo para crimes de menor potencial ofensivo.
“Tem pouco preso no Brasil. Tinha que ter mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Então, por isso nós vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios para que ladrão de celular, que comete o crime, de no mínimo oito anos de cadeia, fique preso”, declarou o candidato, prometendo também investimentos em tecnologia para isolar e deixar criminosos incomunicáveis em presídios.
Como proposta de governo, o candidato do PL assumiu o compromisso de criar um Ministério da Segurança Pública exclusivo, desmembrado do Ministério da Justiça, para unificar e coordenar o serviço de inteligência entre forças estaduais e polícias municipais. Flávio Bolsonaro também reafirmou sua postura contra benefícios penais, defendendo expressamente o fim definitivo das saídas temporárias de presos, conhecidas como "saidinhas".








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