Nesta quarta-feira (11 de março de 2026), o cenário político sul-americano foi marcado por fortes declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O parlamentar, que é pré-candidato à Presidência da República, viajou ao Chile para prestigiar a posse do novo presidente direitista,
José Antonio Kast. Durante o evento, Flávio não poupou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cancelou sua participação na cerimônia de última hora.
O Embate Diplomático no Chile
A decisão de Lula de não comparecer ocorreu após a confirmação de que Flávio e seu irmão, Eduardo Bolsonaro, haviam sido convidados pessoalmente pela equipe de Kast. De acordo com aliados do governo brasileiro, a presença dos filhos de Jair Bolsonaro foi tratada como uma “indelicadeza diplomática”. A postura do atual presidente brasileiro foi classificada como “pequena” por Flávio Bolsonaro, que afirmou à imprensa em Valparaíso que Lula “não respeita quem pensa diferente”.
Projeções para as Eleições de 2026
Além das críticas diretas, o senador aproveitou o momento para fortalecer laços com lideranças da direita internacional, como o presidente argentino Javier Milei, que também esteve presente. Uma articulação entre lideranças conservadoras da América Latina é buscada por Flávio Bolsonaro, visando consolidar sua imagem como o principal opositor de Lula para o pleito de outubro.
Consequentemente, o cancelamento da viagem presidencial brasileira é visto por analistas como um sinal de isolamento diplomático em relação aos novos governos de direita no continente. Por outro lado, Flávio reafirmou que o Chile terá um governo “muito maior” que o atual brasileiro e sugeriu que o ciclo de Lula “já deu o que tinha que dar”.
