Havaianas vira alvo de boicote após propaganda ironizar expressão “pé direito”

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A tradicional marca brasileira Havaianas entrou no centro de uma forte polêmica nas redes sociais após a divulgação de uma nova campanha publicitária estrelada pela atriz Fernanda Torres. No vídeo, a atriz afirma que “não quer que as pessoas comecem o ano com o pé direito”, frase que rapidamente gerou reação negativa entre internautas, especialmente do público conservador.

Para muitos usuários, a mensagem ultrapassa o tom de humor e passa a transmitir uma ironia gratuita contra valores simbólicos, associados culturalmente à positividade, tradição e até à fé. A expressão “pé direito”, amplamente utilizada no Brasil, representa sorte, esperança e bons presságios — elementos que, segundo críticos, foram ridicularizados pela campanha.

Nas redes sociais, a repercussão foi imediata. Comentários acusam a marca de desconexão com o povo brasileiro, além de reforçar uma tendência cada vez mais criticada: grandes empresas adotando discursos ambíguos ou provocativos para agradar nichos ideológicos, mesmo ao custo de afastar consumidores fiéis.

“Não compro mais. Empresa que debocha da cultura popular não me representa”, escreveu um usuário no X (antigo Twitter). Outros foram além e passaram a defender boicote à marca, alegando que a publicidade reflete um desprezo sutil por tradições enraizadas no cotidiano do brasileiro comum.

A polêmica também reacende o debate sobre o uso de celebridades alinhadas a visões progressistas em campanhas comerciais, algo que parte do público vê como tentativa de impor narrativas ideológicas em produtos de consumo popular.

Até o momento, a Havaianas não se pronunciou oficialmente sobre as críticas. Especialistas em marketing alertam que, em um cenário de polarização crescente, empresas que flertam com mensagens controversas correm riscos reais de desgaste de imagem e perda de mercado.

O episódio reforça uma pergunta que tem se tornado cada vez mais comum no Brasil: até que ponto marcas devem se envolver em discursos simbólicos e culturais sem pagar um alto preço junto ao consumidor?

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