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Irã renova ameaça a cabos submarinos no Estreito de Ormuz

Guarda Revolucionária cita infraestrutura digital como possível alvo; apostas mencionadas pela Benzinga indicavam baixa expectativa de sabotagem.

Por Redação◉ 11 visualizações
Irã renova ameaça a cabos submarinos no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã voltou a ameaçar a infraestrutura de comunicação que atravessa o Estreito de Ormuz. Em declaração feita na segunda-feira, 19 de outubro, o porta-voz Hossein Mohebbi destacou a presença de cabos submarinos na passagem e sinalizou que novos alvos e armamentos poderiam ser apresentados.

Segundo reportagem da agência Anadolu publicada pelo Yeni Şafak nesta terça-feira (20), Mohebbi participou de uma cerimônia no Museu da Defesa Sagrada, em Teerã. O relato, baseado na emissora estatal iraniana IRIB, atribui ao porta-voz a afirmação de que sete grandes cabos de internet passam pelo estreito.

As declarações ampliam a pressão sobre estruturas digitais em meio às tensões com os Estados Unidos. Ainda segundo a reportagem, Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, já havia advertido que cabos, centros de dados e instalações de inteligência artificial ligados aos americanos poderiam ser atingidos em caso de retomada de hostilidades intensas.

As ameaças não equivalem à confirmação de uma operação. As reportagens consultadas para esta matéria não apresentam evidência de que o aviso mais recente tenha sido seguido por sabotagem dos cabos.

No mercado de previsões Polymarket, a expectativa de um ataque permanecia baixa no levantamento divulgado pela Benzinga em 19 de outubro. A reportagem registrou uma probabilidade implícita de 4% para danos físicos causados pelo Irã ou por grupos aliados até o fim do mês, e de 12% até o encerramento do ano.

Esses percentuais refletem os preços dos contratos naquele momento, podem mudar e não constituem uma avaliação técnica da capacidade militar iraniana. Também não permitem concluir que todos os investidores em criptomoedas compartilham a mesma percepção de risco.

A afirmação atribuída ao porta-voz de que toda a internet e os dados comerciais do mundo dependem dos cabos de Ormuz exige contexto. A rede submarina é mundial: a TeleGeography acompanha mais de 600 sistemas ativos ou planejados, distribuídos por diferentes oceanos e rotas.

Segundo a empresa de pesquisa em telecomunicações, operadoras distribuem capacidade entre vários cabos para preservar o serviço quando uma ligação sofre danos. Portanto, a importância estratégica das conexões no Golfo não significa que toda a internet mundial atravesse aquele estreito.

A TeleGeography também explica que a fibra óptica submarina transporta grandes volumes de dados a um custo inferior ao dos satélites. A extensão de uma eventual interrupção dependeria das conexões afetadas e da disponibilidade de capacidade alternativa.

Fontes: Anadolu/Yeni Şafak, 20 de outubro de 2026; Benzinga, 19 de outubro de 2026; TeleGeography, perguntas frequentes sobre cabos submarinos.

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