Execuções e Silêncio Mundial Enquanto Irã Apaga Internet

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Irã Pode Executar Primeiro Manifestante em Praça Pública em Meio a Massacre e Silêncio Internacional

O Irã está prestes a executar o primeiro manifestante detido durante os protestos antigovernamentais de 2025–2026, em um episódio que marca uma escalada drástica na repressão dos protestos contra o regime islâmico. Grupos de direitos humanos afirmam que Erfan Soltani, de 26 anos, será enforcado nesta quarta-feira, 14 de janeiro, apenas alguns dias após sua prisão — sem acesso a um advogado ou a um julgamento justo, segundo ativistas.

A família foi informada da execução iminente e Soltani recebeu apenas 10 minutos para se despedir de seus entes queridos, num movimento que organizações internacionais consideram uma tentativa de intimidar e suprimir ainda mais o crescente movimento popular no país.

Protestos intensificam-se, repressão se agrava

Os protestos, iniciados em 28 de dezembro de 2025, começaram como reação à profunda crise econômica e à desvalorização da moeda nacional, mas já se tornaram um dos maiores movimentos antigovernamentais desde a Revolução Islâmica de 1979. Grupos de direitos humanos estimam que mais de 2.000 pessoas podem ter sido mortas pela repressão das forças de segurança — apesar da censura e do apagão total de comunicações imposto pelo governo.

Além disso, o uso de confissões televisadas — muitos dizem, sob tortura — tem sido frequente, para justificar acusações de “espionagem” ou “moharebeh” (guerra contra Deus), crimes que carregam a pena de morte sob a lei iraniana.

Processos acelerados e ausência de garantias

Segundo a ONG Hengaw, Soltani foi condenado à morte sem acesso a um advogado, e sem que sua família ou defensores tenham sido informados sobre o processo legal real ou o conteúdo das acusações oficiais.

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Essa rapidez no processo é vista por especialistas como parte de uma estratégia de terror de Estado para desencorajar protestos e manter o poder diante de um movimento popular que se espalhou por dezenas de cidades.

O que diferencia esses protestos

A ativista iraniana Sana Ebrahimi, que viveu no país até os 23 anos, explicou em entrevista ao programa The Will Cain Show que os protestos atuais têm um caráter diferente dos do passado. Segundo Ebrahimi, a juventude iraniana está “desesperada por mudança real” e já não aceita soluções parciais ou reformas superficiais — o que confere ao levante uma dimensão política mais profunda e um apelo a reformas de regime. (Nota: os detalhes específicos da entrevista não estão disponíveis em fontes abertas no momento, mas a temática central foi amplamente mencionada pelo próprio show.)

Apagão digital e censura

O regime cortou o acesso à internet e restringiu o uso de celulares e telecomunicações em todo o país, dificultando tanto a organização dos protestos quanto a cobertura internacional. Isso aumentou ainda mais o risco de violações de direitos humanos passarem despercebidas pelo mundo exterior.

📍 Repressão severa e reação internacional

Organizações internacionais, incluindo as Nações Unidas, expressaram alarme com a brutalidade da repressão, e há preocupações de que o uso da pena capital possa se tornar uma nova fase na tentativa do regime de sufocar a dissidência.

Contexto mais amplo

Antes destes protestos, o Irã já vinha enfrentendo altos índices de execuções por motivos legais e políticos. Em 2024, foram registrados 975 executions, o número mais alto em quase uma década — e o novo clima legal facilitado por leis contra “espionagem” amplia o uso da pena de morte contra ativistas.

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Reuters – APNews – Fox News

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