Massacre no Irã Expõe Hipocrisia da Esquerda Global

Mais lidas

A ativista iraniana-americana Masih Alinejad voltou a denunciar, nesta semana, o que classifica como um “silêncio ideológico e cúmplice” da esquerda americana, europeia e latino-americana diante da violenta repressão do regime iraniano contra manifestantes civis.

Em entrevista ao programa Fox & Friends, Alinejad afirmou que milhares de iranianos estão sendo mortos nas ruas, enquanto o mundo progressista — tão ativo em outras causas internacionais — permanece em completo silêncio.

“O silêncio da esquerda e dos liberais na América e na Europa não é acidental. É ideológico”, declarou.

Repressão brutal e milhares de mortos

O Irã enfrenta um dos maiores levantes populares dos últimos anos, impulsionado pelo colapso econômico, inflação fora de controle e desvalorização histórica da moeda local. Grupos independentes de direitos humanos afirmam que o número de mortos pode ultrapassar 3.000 pessoas, resultado da repressão direta das forças de segurança.

Relatos indicam o uso de munição real, prisões em massa, desaparecimentos forçados e execuções sumárias.

Apagão digital e ataques cibernéticos

Além da violência física, o regime intensificou a repressão digital. O governo iraniano cortou quase totalmente o acesso à internet, bloqueou redes móveis, telefones fixos e plataformas de comunicação.

Paralelamente, ataques cibernéticos atribuídos ao regime têm atingido:

  • Plataformas de comunicação usadas por ativistas
  • Veículos de imprensa independentes no exílio
  • Contas de opositores nas redes sociais
  • Infraestruturas digitais fora do país que dão suporte aos protestos

Especialistas em segurança digital apontam que o Irã emprega ciberarmas estatais para silenciar denúncias, espalhar desinformação e identificar dissidentes.

“Nem sei se minha família está viva. Eles não têm celular, telefone fixo ou internet. O país está mergulhado na escuridão”, relatou Alinejad.

Esquerda mundial em silêncio

Alinejad criticou duramente ativistas, artistas e políticos ocidentais que se manifestam de forma intensa por causas como “Palestina Livre”, mas ignoram completamente o massacre no Irã.

Leia  Defesa de Bolsonaro pede exame de ultrassom dentro da prisão para comprovar hérnia e acelerar perícia do STF

Segundo ela, ao tratar os protestos iranianos como uma “conspiração estrangeira” supostamente liderada por Israel ou pelo ex-presidente Donald Trump, essas figuras ajudam diretamente a narrativa da República Islâmica.

“Vocês estão fazendo o jogo do regime e colocando nossas vidas em perigo”, alertou.

O silêncio também se estende à esquerda latino-americana, que não emitiu condenações públicas relevantes, apesar da escala da violência.

🇺🇸 Reação dos Estados Unidos

Na segunda-feira, Donald Trump anunciou que qualquer país que continue fazendo negócios com o Irã sofrerá uma tarifa de 25% em todo o comércio com os Estados Unidos.

Trump também afirmou que o regime iraniano está “ultrapassando todos os limites” e que Washington avalia “opções muito drásticas” diante da repressão.

“A história vai julgar”

Masih Alinejad encerrou seu alerta afirmando que o silêncio atual será lembrado:

“A história vai julgar quem ficou calado enquanto um povo era massacrado.”

Fox News

More articles

Deixe uma resposta

Última HORA