WINDER, Geórgia – Em um desdobramento jurídico que está sendo acompanhado de perto por todo o mundo, as declarações iniciais do julgamento de Colin Gray, de 55 anos, começaram nesta segunda-feira (16 de fevereiro de 2026). Colin é o pai de Colt Gray, o adolescente que, aos 14 anos, abriu fogo na escola secundária Apalachee em setembro de 2024, resultando na morte de quatro pessoas e deixando nove feridas.
O Caso: Negligência ou Crime?
Colin Gray enfrenta um total de 29 acusações, incluindo:
- Homicídio em segundo grau (2 contagens)
- Homicídio involuntário (2 contagens)
- Crueldade contra crianças (várias contagens)
A tese da promotoria, liderada pelo promotor distrital do condado de Barrow, Brad Smith, não é de que Colin desejava o massacre, mas sim de que suas ações foram criminalmente negligentes. Segundo as evidências, Colin presenteou o filho com o rifle estilo AR-15 usado no crime no Natal anterior — apenas alguns meses após a família ter sido visitada pelo FBI devido a ameaças online feitas pelo jovem.
Evidências Chocantes
Durante a abertura do julgamento, detalhes perturbadores vieram à tona:
- Sinais de Alerta Ignorados: Semanas antes do ataque, Colin teria buscado ajuda de aconselhamento, admitindo que o filho sofria de “raiva, ansiedade e volatilidade”.
- Acesso Facilitado: Além de fornecer a arma, Colin teria comprado um pente de munição estendido e uma mira a laser para o filho, sabendo do fascínio do adolescente por atiradores de massa (incluindo um santuário no quarto dedicado ao atirador de Parkland).
- A Reação: No dia do crime, ao ser confrontado pela polícia, Colin teria dito espontaneamente: “Eu sabia”, ao ser informado do incidente na escola.
“Este caso é sobre o réu permitir que uma criança sob sua custódia tivesse acesso a uma arma e munição após ser avisado de que essa criança pretendia ferir outros”, afirmou o promotor Brad Smith.
Precedente Jurídico
Este julgamento segue a condenação histórica de Jennifer e James Crumbley em Michigan, os primeiros pais condenados por um tiroteio cometido por um filho nos EUA. O caso de Colin Gray, no entanto, é visto como ainda mais grave devido ao fato de ele ter comprado pessoalmente a arma de estilo militar para um menor já sob investigação.
