O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, resultou em “matança” e disse que a decisão judicial era para prisão, e não para mortes. Lula declarou que pedirá participação da Polícia Federal — incluindo seus legistas — nas investigações sobre as circunstâncias das mortes. A fala do presidente repercute entre autoridades, policiais e ativistas por direitos humanos.
O presidente afirmou, em entrevista e em manifestações públicas nos últimos dias, que ficou “estarrecido” com o número de mortos na operação realizada no fim de outubro, e que é necessário apurar com rigor como as mortes aconteceram. Segundo ele, “a decisão do juiz era uma ordem de prisão, não tinha uma ordem de matança”, e por isso defende que peritos e legistas da Polícia Federal participem da investigação para esclarecer as causas das mortes.
A megaoperação, que mirou grupos ligados ao Comando Vermelho nos complexos da Penha e do Alemão, deixou mais de 120 pessoas mortas segundo apurações iniciais — números que ainda são objeto de confirmação por autoridades locais e federais. O episódio provocou reação imediata de representantes das corporações policiais, de familiares de agentes e de organizações de direitos humanos. 
No Planalto, interlocutores ouvidos por veículos de imprensa afirmaram que o governo adotará postura de cautela, mas que pretende encaminhar esforços para uma investigação federal que complemente os procedimentos estaduais. A Agência Brasil informou que a gestão federal estudava o envio de equipes técnicas ao Rio e a articulação com a Polícia Federal para perícias e identificação de cadáveres. 
Organizações de direitos humanos e entidades civis que acompanharam o episódio pedem investigação independente e rápida para identificar possíveis excessos e violações de direitos. Por outro lado, representantes das forças de segurança estaduais defendem a operação como necessária para combater facções criminosas e pedem que a apuração preserve a segurança das investigações. As vozes divergentes pressionam por respostas e por transparência nos próximos passos. 
A declaração de Lula amplia a atenção nacional para o caso e aumenta a pressão por uma apuração que envolva perícia federal. Especialistas jurídicos consultados por veículos nacionais ressaltam que o ingresso da Polícia Federal e de seus legistas em procedimentos complementares depende de solicitações formais e de coordenação com as autoridades estaduais e o Ministério Público. A tendência é que, nas próximas horas e dias, medidas administrativas e pedidos de cooperação técnica sejam formalizados para dar seguimento às investigações.
