EUA prometem eliminar PCC e Comando Vermelho após classificação terrorista

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O governo dos Estados Unidos subiu o tom contra o crime organizado e garantiu que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) serão eliminados de seu território. A afirmação contundente partiu de Amanda Roberson, porta-voz do Departamento de Estado americano. De acordo com a representante, a gestão do presidente Donald Trump não tolerará a violência e a operação de redes ilícitas transnacionais nas Américas.

A reação imediata de Washington ocorre logo após os dois grupos criminosos brasileiros entrarem oficialmente para a lista de organizações terroristas globais. Portanto, os órgãos de inteligência e segurança norte-americanos agora possuem novas ferramentas legais e financeiras para asfixiar a estrutura logística de ambas as facções.

Facções brasileiras já operam em 12 estados americanos

Durante as investigações conduzidas pelo FBI e por especialistas parceiros, Washington detectou a presença do PCC e do Comando Vermelho em pelo menos 12 estados norte-americanos. Consequentemente, o governo estadunidense justificou a urgência das sanções para proteger sua integridade nacional. Conforme explicou Roberson, as atividades dessas organizações incluem crimes graves como o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro internacional e o contrabando transfronteiriço.

Ademais, a inclusão na lista de sanções econômicas do Departamento do Tesouro dos EUA acarreta punições severas. A partir de agora, as facções sofrem o congelamento imediato de todos os bens mantidos nos EUA e a proibição de transações comerciais com cidadãos americanos. Além disso, os membros associados perderão o direito a vistos e enfrentarão severas restrições migratórias.

Casa Branca descarta interferência política no Brasil

Embora a oposição e o governo brasileiro tenham reagido ao anúncio, Amanda Roberson assegurou que a medida reflete puramente a estratégia de segurança dos EUA. Da mesma forma, ela negou qualquer influência de políticos brasileiros na decisão, ressaltando a independência de Donald Trump na condução da política externa.

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Por fim, a porta-voz descartou a possibilidade de qualquer intervenção militar ou interferência no processo eleitoral do Brasil. Segundo ela, a cooperação histórica de mais de duzentos anos entre os dois países na área de segurança continuará firme. Contudo, o foco central de Washington permanecerá voltado para blindar os cidadãos americanos da violência perpetrada pelo narcotráfico.

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