Uma forte articulação internacional da direita global foi demonstrada na Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), em São Paulo. A candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência foi respaldada pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por meio de uma mensagem gravada em vídeo. A gravação surpreendeu os milhares de apoiadores e delegados partidários presentes no evento político.
Elogios ao “Amigo” e à Parceria Estratégica
No vídeo exibido nos telões da arena, Netanyahu referiu-se ao parlamentar brasileiro como “meu amigo”. Além disso, o líder de Israel fez elogios enfáticos à postura do candidato nos últimos anos, classificando-o como um verdadeiro defensor do Brasil e da profunda ligação histórica existente entre as duas nações.
De acordo com o primeiro-ministro, a convicção de que o Brasil será elevado a patamares muito maiores é compartilhada por ele caso a oposição vença as eleições em outubro. Consequentemente, o aceno reforça a retórica da família Bolsonaro de resgatar os laços diplomáticos prioritários com Tel Aviv, que foram severamente abalados durante o atual governo de esquerda.
O Palanque Internacional em São Paulo
O apoio do chefe de governo israelense não foi a única manifestação externa a ecoar no evento do PL. A convenção transformou-se em um polo de lideranças conservadoras da América Latina e do mundo.
- Presença de Javier Milei: O presidente da Argentina compareceu pessoalmente ao evento para manifestar seu apoio à chapa do PL, discursando logo após a exibição do vídeo de Israel.
- Apoio de Jair Bolsonaro: O ex-presidente, que cumpre medidas de restrição judicial, teve mensagens lidas por aliados no palco para abençoar a campanha de seu filho mais velho.
Impactos na Disputa Contra o Governo Lula
Diante desse cenário, analistas apontam que a estratégia do PL visa nacionalizar e internacionalizar o debate eleitoral desde o primeiro momento. A inserção do Brasil no xadrez geopolítico foi colocada como prioridade de campanha por Flávio Bolsonaro, que pretende explorar o desgaste do governo atual em áreas de política externa.
Por fim, a coligação governista reagiu nos bastidores, minimizando o impacto dos apoios estrangeiros e afirmando que o eleitorado decidirá a disputa com base em temas econômicos internos.
